segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

enquanto dois, somos um!



mulheres, sentimentais em excesso assim como eu, sempre sonharam since 15 anos, em como seria o homem da vida, aquele que nos vira do avesso e nos transborda de amor natural e escancarado, conhecendo - e amando - as suas qualidades e defeitos em um delicioso e interessante tempo integral.

elimino humildemente todos os protocolos sociais como noivado, casamento de gala, vestido branco com véu e grinalda - uma pausa importante: acho lindo e poético todas essas mulheres realizando sonhos dignos de uma princesa real, mas realmente, sem entender a inconsciência do porquê, isso não combina comigo.

nunca me imaginei na porta de uma igreja suando frio, agarrada ao braço do meu saudoso pai, contando minutos e segundos pela consagração divina. nessas alturas entendo que sorte a minha, visto que depois da passagem do sô ronald, teria que elaborar uma estratégia muito complicada e difícil para definir quais dos meus "novos pais" me acompanhariam até o altar, considerando é claro, meu amado, idolatrado salve salve irmão.

este que vos ri na imagem acima, é aquele que nomeei o homem da minha vida. aquele que ocupou eeeeeeeeeeespaçosamente meu coração super pulsante e intenso. de forma simpática e extremamente bem humorada, mudou a minha vida, coloriu o que era cinza, afastou a poeira das más experiências e agregou um grau de simplicidade muito diferente ao meu dia a dia.

agradecimentos eternos ao universo! entendo esse nosso encontro como a tal da consagração divina porém abençoada por mim e por ele, na decisão agradável e leve de viver ao lado um do outro pelo resto de nossos dias. eu desejo, do fundo do meu coração, que todas as pessoas boas deste mundo, possam viver um amor simples e verdadeiro como o meu.

agora, salvaguardando todo esse romantismo que derrete feito manteiga no microondas, que momentinho clichê, né?! coisas que luiz caldas explica; haja amor.


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

do bom e do melhor

as grandes mudanças da vida são, de fato, assustadoras. o rio muda de percurso em um par de segundos, sem pedir licença e com a melhor de toda a má educação já antes conhecida por você. todos os seus planos e sonhos passam a ter outras cores e paisagens. e isso não é nada, literalmente nada daquilo que você planejou.

nessa de budismo, arrisco a abusar do termo "impermanência". o para sempre é utopia, nem tudo haverá futuro, nem sempre o seu desejo se transformará em realidade e isso, por mais teimoso e desagradável que seja, é uma opção escolhida por você.

decisões são constantemente impostas sob nosso caminho: por aqui ou acolá? a cada dia você acorda um ser diferente, com vontades diferentes, estímulos diversos, energia modificada pela noite de sono ou pela ideia nova. nada é definitivo. não adianta insistir.

o problema está nos olhos de quem vê. o ponto discutido não é negativo. o percurso do rio pode cair em um paraíso - invente você! olhe a casa bagunçada com um aspecto voraz de desafio, ligue um som e varre para fora tudo aquilo que não te agrada. desvenda as suas dificuldades como forma de vitória. por mais difícil que seja, um dia você vai conseguir. e se for aos 80 anos, que lucro, a lucidez da vida nessa idade é dádiva.

vale a simples pretensão: aprenda a comer jiló sem fazer careta.




terça-feira, 9 de outubro de 2012

claressência

"pessoas com vidas interessantes não têm fricote. elas trocam de cidade. investem em projetos sem garantia. interessam-se por gente que é o oposto delas. pedem demissão sem ter outro emprego em vista. aceitam um convite para fazer o que nunca fizeram. estão dispostas a mudar de cor preferida, de prato predileto. começam do zero inúmeras vezes. não se assustam com a passagem do tempo. sobem no palco, tosam o cabelo, fazem loucuras por amor, compram passagens só de ida."

segunda-feira, 23 de julho de 2012

vilarejo

fico imaginando que pensamentos são como créditos em forma de oportunidade, dependendo é claro, da sua avidez em administrar se os pensamentos valem a pena de serem alimentados ou não.

é tão simples reclamar. é tão simples achar que tudo na vida está ruim, ineficaz, fraco e pobre. é cômodo e fácil sentar em um sofá e ver a vida passar pela janela, enquanto você apenas assiste como um telespectador passivo de seus próprios acontecimentos, deixando com que oportunidades se tornem um mero (e mais um ) esquecimento do passado ou arrependimento para o futuro.

a autonomia é capaz de te dar desejo em viver o que você quiser. do simples ao impossível, a sua mente pode controlar o que quiser controlar, basta ter consciência da importância que a energia têm para todo e qualquer passo que se vá tomar.

alimentar o bem, cultivar os bons amigos, controlar os pensamentos de forma saudável e justa, é muito mais fácil do que passar em matemática na sétima série.

vale o desafio e o exercício, estimular aquela coisa clichê e positiva, criar suas próprias estratégias e mantras, emitir calor amoroso para o universo e receber em troca, na discrição suave e gentil que a vida nos oferece, sempre em forma de dias límpidos, sono gostoso, amor novo ou música boa.

sábado, 14 de julho de 2012

rebento de potira

bartira, quem diria... cresceu, renasceu e se inventa, sempre dentro de um conto, voz e violão, flauta e acordeón. completamente apaixonada, entendendo que acelerar o coração é uma oportunidade de engrandecer a alma, acalmar a pele e anestesiar os olhos em ilusões saudáveis, feitas pra sorrir. é a paz que vem de fora para dentro, é o entupir de emoção, é tremer o corpo em desejo de viver aquele desconhecido com sede e vontade, imersa em suavidade que faz poesia - naturalmente.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

clarificando

domingo desses liguei o computador em uma ação automática, entendendo que, inexplicavelmente, eu prefiro assistir filmes em uma tela de treze polegadas à outra de, sei lá, vinte e duas.

tudo estava milimetricamente planejado; edredon com cheiro de sono, travesseiros posicionados confortavelmente, decisão pelo pijama mais velho e agradável e muita vontade de mergulhar em um outro universo, para mudar de canal daquilo que eu chamo de "realidade inventada", também conhecida por "minha vida".

pois bem, la película era beginners. ewan mc gregor em uma interpretação fantástica, entendia o amor após a morte de seu pai - el maravilloso christopher plumer - que, em uma surpreendente e inebriante esfera, assumiu a homossexualidade aos 70 anos, transformando o fim de seus dias com um jovem namorado, abraçando causas gays e ajudando o filho a entender que, salve clube da esquina, toda forma de amor vale a pena.

o roteiro do filme (dirigido por mike mills) me passou uma forte sensação de respeito e responsabilidade com os movimentos homossexuais, seus semelhantes e simpatizantes. vai além das histórias usuais que encontramos por aí, dado à um exato momento em que o interlocutor obriga o telespectador, sendo ele gay ou não, a pensar em toda a sua existência com uma simples e bem formulada pergunta:

when was the last time you look to your life and saw nothing, but fraud? 


um soco no estômago. trezentos e vinte e nove tapas na cara. quarenta e sete baldes de água fria sobre a cabeça e uma paralização momentânea do cérebro, já que nos próximos minutos, horas, dias ou meses, ele vai trabalhar demais pensando em como responder à essa pergunta entendendo você, mesmo dotado de sucessos na vida, uma tremenda de uma fraude, mentira, balela, catota.

isso não pode te assustar. todos nós sabemos, conhecemos, aceitamos e convivemos com as máscaras diárias assistidas de camarote, a verdadeira personificação do ego em forma de gente, limitando o ser humano a um processo de vaidade extrema, abandonando a especial e importante experiência da humildade, do desapego e do se entender errado e aceitar errado e superar acertando, num intenso exercício em acreditar que qualquer pessoa é ávidamente capaz de ser responsável, correta e íntegra, concluindo que o mais confortável não é fingir ser, pagar pra ser, ou ser só se ter.

o mais confortável é se entender em voz, olhar, coragem e cara lavada. abrindo o corpo, a mente e o coração para as variáveis universais que são infinitamente maiores que a sua incapacidade de aceitar que é capaz de ser pobre e medíocre, ao mesmo tempo em que és incrível e maravilhoso.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

ele também é assim...

salvaguardando a nossa inquestionável veia ortográfica, eis aspas de meu irmão:

"interesting how life can compare to a book and how it always seems that we are writing it at the same time as we read it. also interesting how you can't really define what love is, but you can sure point what it is not."

reflitam.