segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

parando de bocejar

sono. do houaiss, estado de repouso com supressão temporária da consciência e desaceleração do metabolismo corporal. vontade ou necessidade de dormir. falta de vontade de agir; moleza. 


muito ou pouco, o sono vai sempre "atormentar" você. acho mais do que natural sentir sono. a vida passa rápido demais e, consequentemente, estamos sempre com sono.

você pode estar com a soneca super em dia, com 8 horas feitas apenas para sonhar. mas, durante o dia, especialmente após o almoço, a sua pressão vai cair, o estômago vai pesar e você vai sentir sono.

com essa nova personalidade mundial de "social medias", o sono passa a ser um sentimento em conjunto, universal. posso contabilizar de 40 à 50 twittadas por dia dos meus seguidores, atualizando os curiosos de plantão como eu, sobre a sua rotina de babar ou não no travesseiro.

hoje o meu sono tá tão latente, que cheguei a escrever em um papel todas as coisas que fiz semana passada, tentando chegar a um número de horas de sono por dia. não cheguei a conclusão alguma. na verdade, a conclusão mais paupável pro momento, considerando minhas 6 horas e 27 minutos bem dormidas na noite passada, é que eu sou uma tremenda de uma preguiçosa e preciso disciplinar melhor o meu organismo, hehe.

beijo, tchau.

desabafo

às vezes me entristeço muito com a omissão do mundo. todo ser humano tem seu lado omisso, aquele que vê e cala, mesmo sabendo que muito bem pode existir se souber se comunicar da maneira certa.

hoje o dia acordou estranho pra mim, e ainda não consegui definir o motivo. ao vir para o trabalho, uma cega entrou no ônibus com seu cão guia. muito me impressionou a omissão da dezena de pessoas que estavam posicionadas em frente à porta especial para deficientes.

a moça entrou e os passageiros se calaram, instantâneamente. nenhum deles estendeu a mão, ou omitiu algum som de orientação para ser luz em meio a toda escuridão daquela senhora.

mas, mesmo sendo cega, ela tem o poder da voz e logo foi ajudada, conseguiu descer na parada desejada. continuei acompanhando seus passos escuros com muito medo do sinal que ela precisava atravessar e não estava fechado - com outra dezena de pessoas passando por ela sem oferecer ajuda.

pensei na posição do cachorro. um labrador preto, focinho dócil, corpo esguio, andar calmo. ele representa tudo o que a aquela senhora precisa para viver: orientação. nesse momento, tentando absorver a responsabilidade daquele cão, me senti um "zero à esquerda".

por quantas vezes já me omiti, quando pude oferecer meus momentos para ajudar alguém, sem pedir nada em troca... precisamos entender melhor o que é o amor desinteressado, precisamos entender melhor o que é dedicação, o que é caridade, o que é oportunidade para ser feliz e, principalmente, o que é amor.

precisamos abandonar nossas amarras sociais, nossos medos medíocres e nossa vergonha pessoal, para ser melhor, falar aos outros, ajudar aos pobres e ser instrumento do bem para o mundo.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

motoboy

o motoboy me ama. finalmente ele se declarou.

toda semana era motivo de pânico para mim nas quintas-feira. é dia do marcel ficar por conta de levar e trazer as notas fiscais dos fornecedores e veículos de comunicação. ele entra e sai da agência umas 4 vezes por dia. já de manhã o pânico bate à porta e quando sou eu que atendo é pior ainda.

não sou referência de beleza. nunca fui e tenho a consciência tranquila por isso. aos 16 anos, por exemplo, era dona da estética mais feia da asa sul, lá pelas redondezas da 302. na época até sofria, mas era legal ser conhecida na escola pelo freio de burro que harmonizava meus belos traços faciais. 

hoje eu sou linda. essa opinião é unânime entre a minha família e o motoboy. me sinto como uma imagem do escher* pro cara. ele me olha com aquela feição insistente e hipnotizada. não muda a direção do olhar quando entra nessa sala e conversa com as outras pessoas encarando meus olhos. 

já cheguei a achar que ele sofria de estrabismo, mas não. também achei que poderia ter vista viciada ou cansada mas, ao que consta, não é isso. ele me ama. 

hoje, quando retornei do almoço, marcel estava aqui. e minha primeira reação é semelhante a um "puta merda, fudeu" e geralmente tenho vontade de sair correndo. não tive alternativa.

ele me seguiu com os olhos durante todo o percurso que fiz pela sala até chegar a minha mesa. sentei, me organizei, abri o computador e tcharam! a grande surpresa do dia, do mês, do ano, da vida: um coração torto desenhado em um post-it amarelo com os dizeres no meio, "marcel e clara".  

o pânico que eu tenho é confesso. mas toda forma de amor vale a pena - quem foi que disse isso mesmo?

* "o mundo fantástico de m.c. escher", exposição no ccbb em brasília até 26 de dezembro. caso queira relembrar algumas de suas imagens, basta dar uma googlada.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

avião não

não adianta. eu tento, tento, tento e não consigo. já tomei até maracujina e não funcionou. aceito a xingu do serviço de bordo mas nada diminui o meu terror - morro de medo de avião.

viajar geralmente é uma alegria, seja qual for o motivo. comprar passagens é empolgante, arrumar a mala dá ansiedade e por aí vai. durante todo esse percurso entre decidir a viagem e viajar, só vou lembrar que passarei por algumas horas de pânico quando estou na sala de embarque.

entrar na cápsula pressurizada me dá faniquitos, as poltronas são apertadas e os comissários de vôo tem cara de preocupados. não acompanhei a modernidade neste ponto e acho surreal que aquele troço possa levantar numa boa com 180 pessoas a bordo. portas em automático, vamos lá.

pra começar sempre acho que a máquina não vai suportar a decolagem. aí começa o meu momento de medo incondicional. sobe, sobe, sobe e eu só consigo pensar nas pessoas que podem morrer. fico planejando o que fazer para possivelmente diminuir os riscos de vida no caso de uma despressurização da aeronave.

quando tudo aparentemente parece estar bem, começo a olhar em volta sem entender porque as pessoas estão tão calmas e tranquilas já que estamos presos, submetidos à pressão e a cerca de 40.000 pés de altura.

quando começa o serviço de bordo, presumo que o vôo está estável. isso diminui relativamente a minha angústia, mas fico ligada nos sinais de todos os comissários. os minutos não passam e um simples vôo de 1 hora e meia, me parece a vida eterna ou pagamento pelos pecados.

pior é quando apita a luzinha de atar cintos e logo depois um comissário anuncia, "senhores passageiros, por gentileza manter os cintos afivelados, estamos atravessando uma área de instabilidade". isso pra mim é quase o passaporte para a morte. começo a rezar fervorosamente pedindo a ajuda dos superiores, enquanto imagino a velocidade da queda do avião e chamas por todos os lados (pessoas gritando, crianças chorando, um verdadeiro caos).

relendo isso, meus amigos, só posso concluir que sou completamente maluca já que tenho um irmão que pilota essa geringonça e mais uma pancada de amigos que trabalham na área. mas fazer o que, né? cada um com seu cada qual.

obs.: posso dizer que as informações deste post estão hiperdimensionadas para não descaracterizar a personalidade dramática do blog. beijos. 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

laerte

hoje ele usa cinta-liga, vai à manicure, compra maquiagens e faz depilação. diz um amigo meu que ele é gênio, mas acho que tá mais pra gênia.


entrevista na íntegra, confira.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

la garantía



você não precisa estar de tpm, não precisa ter brigado com a melhor amiga, não precisa ter dúvida se segue o catolicismo ou o osho, não precisa achar que seu namorado é um idiota... você não precisa de NADA para ter certeza que todo mundo PRECISA de um gps emocional.

cadê o professor buginganga?

o rei dorme na minha cama

acordei pensando em espanar isso aqui e lembrei que nunca tinha falado do roberto carlos. fiquei até impressionada, o roberto carlos é indispensável na minha vida.

dormir é uma das coisas que mais gosto de fazer, pena que não tenho muito tempo para isso. graças ao meu bom Deus e aos meus pais que resolveram saracutiar na vida, nasceu o meu irmão pablo que me deu uma baita cama de presente. grande, espaçosa, fofinha e minha.

tenho uma mania muito infeliz de colocar nome nas coisas. infeliz porque coloco nome até em maçaneta de porta ou em largatixa sem rabo (tipo a "poucatixa" que apareceu aqui na agência dia desses - totalmente sem rabo).

tem dias que acordo com a inspiração transbordando e quem agradece é a minha chefe. e tudo isso, graças a tal da cama. passei a dormir muito bem, o que pode ser bom e ruim ao mesmo tempo. acordar parece uma guerra ou um trauma (no estilo do nascimento, bem berrante) e viver isso diariamente pode fazer mal às varizes - coitados dos angiologistas.

em um desses dia de iluminação, provavelmente no amanhecer de uma quinta-feira, acordei antes do despertador abraçada ao travesseiro número 2 mais fofo da face da terra. na hora concluí que mesmo aos trancos e barrancos, tenho uma vida de rainha.

nessas horas a tendência da minha imaginação é totalmente maionese airlines. imaginei homens sarados me abanando com palmeiras gigantes em um verdadeiro harém feminino. mas nem é pra tanto, não sou chegada a homens sarados.

nesse raciocínio de rainha/harém/perfeição, cheguei a conclusão que durmo com o rei. pois é, o travesseiro número 2 foi promovido a rei (afinal de contas, a rainha sou eu). logo depois pensei que o rei do brasil, é o roberto carlos - aquele do calhambeque.

tooooooodo santo dia eu durmo abraçadinha com o rei e o nome dele é roberto carlos. e acabou a história.

papapai

adaptar a saudade à vida é arduo. machuca, corrói, descontrola...

mas quando a saudade vira lembrança, fica gostoso sentir. o abraço maior do mundo, a risada alta e a mão firme com veias grandes... é bom saber que está tudo bem, que a poeira abaixou e que você agora faz parte da imensidão que um dia eu quero conhecer.

de um jeito lúdico te imagino sentado em uma nuvem, coçando o seu bigode e rindo da vida que passa.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

a infância em um pedaço de papel

o início da minha essência...
ainda dá tempo de contemplar a infância, eternizando aqui, um dos bilhetinhos mais charmosos que já escrevi para a minha mãe. aposto que ela morreu de orgulho - hehe.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

chorando a dor do hormônio

esse mês a minha tpm veio atrasada. choro com comercial de shampoo para cachorro com cheirinho de neném. parece triste, mas acaba virando piada - como tudo o que acontece comigo.

no pseudo-domingo que na verdade era terça, peguei de gaiato no telecine pipoca um filme lindo. contava a história de um casal "diferente". a mulher era mais velha e o cara era babá de seus filhos. lindo de morrer, mesmo sendo um pouco mamão com açúcar, estilo sessão da tarde. lógico que o final você já sabe e ele é sempre feliz.

depois, no mesmo dia, fui surpreendida com a notícia do resgate dos mineiros no chile. desatei a chorar. chorei com o primeiro resgate e enrruguei com o segundo. decidi parar de ver, afinal já marcava uma da manhã e precisava acordar às seis e quarenta e cinco. ainda bem que existe internet pra manter a minha tpm atrasada... hoje de manhã continuei chorando com os outros vídeos e até então somam 22 resgates de 33 mineiros. ainda faltam 11 ensaios do hormônio à flor da pele.

toda essa minha sensibilidade me fez lembrar um gráfico muito real que achei pela internet. não que não acreditamos no amor, mas isso é bem típico de tpm. o não amor, a impossibilidade do amor, o amor não é pra mim, "oh, me dá um pote de sorvete e um litro de cachaça!!!".

pô, mulherada (incluindo eu) é pra menos né? vamos acreditar na conjugação do verbo: eu amo, tu amas, ele ama. seu príncipe encantado não tá em coma, ele só tá no forno sendo gratinado, pra chegar em você mega caprichado (olha aí meu espírito repentista)...



segunda-feira, 11 de outubro de 2010

apadrinhamento

luiz miguel martins vieira têm 5 anos de idade e mora em campos sales, no ceará. em sua casa, moram 5 pessoas: a avó, a mãe, o tio e uma amiga. a estrutura por lá é ruim, barracão com paredes de tijolo, teto coberto por telha e chão de cimento grosso. 

fiquei feliz em saber que, pelo menos, conseguem ter água encanada e luz elétrica. sei muito pouco sobre o miguel, posso até dizer que sei "quase nada". mas sabe quando o coração bate mais forte e o corpo arrepia por minutos? pois é. sei que ele é carinhoso e estudioso e isso deu mais sentido a missão que me propus. 

fiz questão de escolher a criança. fui passando os nomes e as histórias e quando bati o olho em miguel decidi instantâneamente que seria ele. o nome miguel tem uma história de peso em minha vida.

meu pai era devoto de são miguel arcanjo. nunca foi muito religioso, mas tinha uma imagem do santo em sua mesa de trabalho, sempre posicionada no mesmo lugar. com o queixo apoiado no pulso, em momentos de silêncio, o papai parava por alguns minutos e admirava a imagem. sempre quis saber o que pensava nessas horas, mas decidi que seria um mistério e nunca perguntei. ele sabia ser expansivo, mas também sabia ser discreto. quando faleceu, no aeroporto de são paulo, quem nos ligou para dar a notícia foi um tal de miguel, que soube conduzir a conversa delicada de uma forma muito gentil e generosa. coincidência? vai saber...

apadrinhei o luiz miguel esta tarde. para ele, a minha ajuda pode significar esperança, progresso, futuro... pra mim, significa caridade e talvez outros sentimentos que possam surgir no decorrer das notícias que receberei sobre ele. e sabe quanto isso vai me custar por mês? quarenta e dois reais. 


o dia é das crianças, mas a padroeira é do brasil







a profissão é um pouco frustrante, mas emplacar uma campanha é extremamente satisfatório! e por causa de todo esse meu orgulinho, resolvi postar aqui uma das peças que fizemos para o dia das crianças, seguindo a linha da campanha "de coração" para a  lopes royal. e caso vocês queiram comprar um apartamento, tá podendo e tá sobrando, entra aqui ó: www.lopes.com.br 

o dia é das crianças mas não se esqueçam da padroeira do brasil. ou você acha mesmo que o feriado é só por causa de um monte de mini-pessoas surtadas e sapecas? nananinanão, você só não trabalha hoje por causa de nossa senhora aparecida. faça-me o favor de ajoelhar e agradecer. 

deus

a ansiedade não me deixou dormir na véspera. senti medo, insegurança, temor e vergonha. o questionamento permanecia, mesmo com a minha decisão tomada, "será?". sempre tive a resposta para o meu será, o velho conhecido "não é possível".

hoje, depois de apenas dois dias, concluo que o "não é possível" era simplesmente a cegueira do que eu não queria ver e estava bem na minha frente. a verdade absoluta, que conheci aos 4 anos de idade. aquilo que preenche o meu coração como nada e nem ninguém já foi capaz de preencher.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

registro pra posteridade



o registro vale a pena, mario vargas llhosa é nobel. a notícia fez meu coração capotar de alegria mesmo conhecendo poucas obras do autor. uma delas faz parte de minhas indicações e é um dos títulos preferidos que compõe a minha estante.

depois de pablo neruda (1971) e gabriel garcía márquez (1982), é uma honra assistir a esse nobel e poder fazer parte da geração que lê o escritor, sentindo orgulho mesmo sem ser latino-americana.

o que experimentei: travessuras da menina má (2006) e elogio da madrasta (1988).

para mim, para você, paratodos



tenho que arregaçar os joelhos no chão para agradecer pela minha educação e minhas referências. o primeiro cd que ganhei na vida, foi paratodos do chico buarque. capa amarela com foto verídica do chico feita para registro policial. a primeira faixa do disco é em homenagem a antônio brasileiro, o maestro soberano tom jobim - impossível não gostar dessa obra. todas as músicas fazem parte da minha infância. escutar é como reviver o passado, lembrar do quarto azul na 314 sul, dos natais com mesa farta e dona maria helena cheirosa e maquiada.

não lembro da xuxa, pouco conheci do balão mágico e nem sei muito bem qual era a treta do castelo rátimbum. o meu negócio era brincar de pense bem, super nintendo, meu primeiro gradiente e lego. eu e o pablo poderíamos montar um aeroporto de lego pela casa inteira, se fosse da nossa vontade - mas apenas o quarto ou a mesa da cozinha eram suficientes para as nossas brincadeiras.

hoje tava lembrando dessa obra do chico e resolvi pesquisar no google (não sei como nossos pais viveram sem o google). levei um susto quando vi o ano do cd, 1993. eu tinha 9 anos! todas as faixas do disco são muito comuns na minha vida, a primeira me parece a lembrança mais inocente e divertida, "o meu pai era paulista, meu avô pernambucano, o meu bisavô mineiro, meu tataravô baiano...". na época, cheia de pureza eu pensava, "comé que o chico buarque sabe onde o tataravô dele nasceu?".

enfim... vale muito a pena conferir esse cd. não consigo decidir qual é minha faixa preferida, só consigo recordar, recordar e recordar - é gostoso demais!

1. paratodos
2. choro bandido (esse vídeo é ótimo)
3. tempo e artista
4. de volta ao samba (eu amo essa música)
5. sobre todas as coisas (maria rita interpretando)
6. outra noite (não achei link)
7. biscate - com gal costa (é demais!)
8. romance
9. futuros amantes (essa chora, heim)
10. piano na mangueira (sambão lindo e vídeo sensacional)
11. pivete
12. a foto da capa

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

musical do poetinha em brasília!

ler jornal de manhã virou um hábito. por vezes, esse hábito em mim, lembra meu pai. a diferença é que eu só leio de manhã. meu pai lia de manhã, de tarde e a noite. posso até acreditar que ele deveria ler as mesmas notícias três vezes por dia, sempre tomando café ou cerveja.

toda vez que fico feliz por essas folhas sujas e baratas existirem, agradeço por ter sido filha dele e ter herdado essa mania papelística por notícias. outro dia desses me falaram, "que jornal que nada! entra na internet!". não dá pra explicar a sensação gostosa de abrir o jornal e ficar com os dedos cinzas. e o cheiro? na internet não tem esse cheiro de impressão fajuta.

enfim... como de costume, fui ler sobre as atuais peripécias do nosso presidente sem dedinho para eleger a sua boneca, e isso pouco me interessou. tô meio de saco cheio do país e dos e-mails petistas e tucanos que tentam, todo dia, persuadir a opinião alheia. e sabe qual é a minha opinião? nenhuma.

pois bem, meus jovens... no caderno 'diversão &arte' do CB de hoje, temos uma notícia linda. esse final de semana, dias 8, 9 e 10 de outubro, terá a apresentação do musical escrito por vinícius de moraes - orfeu.

essa peça é uma nova montagem adaptada 54 anos depois da original, sob direçao de aderbal freire-filho. essa novidade fez uma cosquinha imensa na minha barriga e fiquei eufórica, com vontade de me teletransportar imediatamente para a bilheteria do teatro nacional.o ingresso meia-entrada está a 40 mangos. 40 mangos que serão muuuuito bem investidos, eu garanto.

só pra dar um gostinho, algumas músicas que fazem parte dessa nova adaptação de orfeu: água de beber, chega de saudade, este teu olhar, o que tinha de ser e samba do avião.

clique aqui pra ver a página do musical e se emocionar assim como eu.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

calma pro "eu te amo"

e aí, beleza?

esse recado é pra você, mas pode servir pra qualquer pessoa. se um dia alguém se apaixonar por você e te garantir a lua, não acredite.

não tô questionando a veracidade do amor de ninguém, mas essa parada hipotética do "vou te dar a lua, meu amor" já me encheu a paciência. pode até parecer frustração, mas a realidade é muito mais palpável.

não consigo decidir se sou uma pessoa romântica. na verdade está claro que eu não sou. pra mim é  totalmente broxante você namorar há uma semana e o cara dizer que te ama. eu não consigo. tem uma semana que a gente tá ali, naquela coisa desconhecida e nova e só porque eu sou bonitinha e simpática, ele me ama?

não dá. não dá porque ele não sabe se eu ronco, não sabe como acordo suada e com o cabelo desgrenhado e não sabe como posso ser má e insuportável quando brigamos ou discutimos.

aquela comunidade do orkut bem clichê, faz todo sentido. rapaziada, 'te amo' não é bom dia. mesmo se você tá eufórico, entusiasmado, cheio de adrenalina e tudo mais, isso passa e chama paixão - aquela coisa ardente que vem subitamente e vai embora do mesmo jeito, é 8 ou 80. você ama hoje e amanhã você não tem a menor paciência, é simples diferenciar uma coisa da outra.

admiro meu ex-namorado que nunca disse que me amava. pois é, o cara é carrancudo mas pelo menos valoriza as entrelinhas. talvez seja mais honesto você limitar os "eu te amos" e realizá-los em forma de atitudes concretas, de compreensão e de companheirismo.

o mais fácil pra mim é viver o natural, sem exageros e sem aquele negócio obrigatório de amar. vai vivendo e fim. daí você lembra daquele filme e de repente, amor!

sábado, 25 de setembro de 2010

dança da solidão

quando vem a madrugada
meu pensamento vagueia
corro os dedos na viola
contemplando a lua cheia...

apesar de tudo existe
uma fonte de água pura
quem beber daquela água
não terá mais amargura.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

a bronca é você

as pessoas hoje em dia são tão acostumadas a me dar bronca, que resolvi dissertar sobre isso no blog. não que eu não mereça todas as broncas, posso garantir que 75% delas são justas, mas acabou virando uma tradição, digamos.

outro dia desses levei bronca da dona antônia, minha digníssima secretária do lar. ela se deu ao desfrute de roubar um papel do meu caderno que eu nem uso, para escrever linhas tortas sobre como devo guardar os lençóis no guarda-roupa. mermão, eu não acreditei.

pra começar: eu tenho somente 3 lençóis (é isso mesmo, lençol é caro). eles estão guardados juntos com as toalhas e eu sou a favor da diversidade cultural, por isso guardo 'tudo junto na mesma pilha' e lá vai felicidade! a dona antônia com seu charme e irreverência decidiu por direito, me obrigar a separar as pilhas - pilha de toalhas versus pilha de lençóis.

fico até sem palavras para definir o meu sentimento quando vi o bilhete. só consigo resumí-lo com um "puta merda". um dia vou contar a ditadura que ela impôs para as compras dos materias de limpeza. se eu não comprar a cera para o piso de madeira que chama ingleza maxx, eu tô fudida. aí sim ela vai gastar todas as folhas do meu caderno que eu nem uso. foda.

e não, as pilhas separadas não funcionaram. aliás, faço questão de organizá-las intercalando: um lençol, uma toalha, um lençol, uma toalha, um lençol, uma toalha... até que acabam os lençóis e sobram só as toalhas.

* para doações de lençol (cama de casal) me liga, me manda um telegrama, uma carta de amor, que eu vou até lá. 

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

tonga da mironga

você que ouve e não fala
você que olha e não vê
eu vou lhe dar uma pala
você vai ter que aprender

você que lê e não sabe
você que reza e não crê
você que entra e não cabe
você vai ter que viver

você que fuma e não traga
e que não paga pra ver
vou lhe rogar uma praga
eu vou é mandar você
pra tonga da mironga do kabuletê.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

ben l'oncle soul

impossível não curtir esse som e não sentir aquela coceira no corpo inteiro querendo se mexer - e muito. esse francesinho simpático me conquistou com seu new soul e os clips retrô suuuuper bem produzidos...

além de cantar em francês e ser um xuxu, ele arrisca alguns covers como seven nation army do white stripes e até i kissed a girl da kate perry - pois é.

vale a pena conferir o myspace do moço!






não resisti em postar o link do rapidshare para baixar o disco. é o tipo de música que me agita, me tira do eixo e me dá vontade de sair correndo por aí, cantando e dançando like no one's watching. é igual redbull que dá asas (essa foi péssima).

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

e brasília chega aos 5%



tá confirmado, estamos todos morrendo.

não sei se isso é aquecimento global, desmatamento da floresta amazônica ou o caráleo. só sei que estamos morrendo e isso é fato.

não lembro muito bem de já ter vivido na brasília dos 5% de umidade relativa do ar. tudo bem que a memória do brasileiro é bem fraca, mas puta que pariu meu amigo... tá realmente difícil.

nessa época a gente sente de tudo: náusea, dor de garganta, secura interna que parece acabar com toda a água do corpo e esturricar os nossos órgãos vitais, dor de cabeça, sede descontrolada, ardência nos olhos... é um verdadeiro "terror e pânico".

se eu trabalhasse em algum senso ou instituto de pesquisa, iria propor a análise em grandes empresas sobre o efeito da seca no progresso dos trabalhadores. na verdade, no retrocesso - tenho a impressão de produzir bem menos durante essa época do ano.

queria mesmo era ficar em casa na frente de um umidificador, curtindo uma pipoquinha com sorvete e as breguices globais da sessão da tarde.

mas a verdade verdadeira é que só tô afim de reclamar de nada, afinal de contas conheço esse clima 'maledito' há 26 anos.

dicas
- use protetor solar. você que é mulher e não quer manchas e envelhecimento precoce, principalmente (pode bezuntar o rosto). e se você dirige, é indispensável (no caso dos menos favorecidos que não tem película na janela e ar-condicionado).

- não arrebente a sua boca. larga de ser murrinha e vai na farmácia comprar um protetor labial. os da nívea são ótimos.

- tome 3 picolés de limão diariamente. não é ácido, caso você discorde. é totalmente refrescante. se a kolynos ainda existisse, diria que o picolé de limão desafia sua refrescância.

- acabaram as dicas. tô ficando muito abusadinha.



terça-feira, 14 de setembro de 2010

a solução para o seu chulé

desde pequena optei por sapatos fechados. antigamente a moda era bota ou tênis branquinho no estilo keds. a única coisa que me permitia usar era, no máximo, um chinelinho kenner (vendia na company, mesma loja das mochilas que arrasavam em 90, 92, 94...).

me imagino neném, caindo na real que o pé existia. sabe aquela fase lá pelos 6, 7 meses que a mini-pessoa fica olhando, mexendo, pegando e até botando o pé na boca? pois é, o trauma deve ter sido bem por aí. devo ter olhado e concluído, "que coisa bizarra, vou fazer de tudo para esconder esse negócio o resto da vida".

dito e feito. desde que me entendo por gente, que anda, fala e toma decisões, decidi comprar sapatos fechados. essa moda since 2006, 2007 mais ou menos, só me favoreceu: sou a rainha das sapatilhas e não me canso, principalmente em promoção (a ávida fode a minha vida).

mas como nem tudo são flores e nem só de água é feito o mar, usar sapatos fechados 'all the time' tem lá seus pontos negativos e para uma moça em início de um relacionamento amoroso como eu, estraga o mundo. tô falando de chulé.

brasília tá um caos climático. umidade relativa chegando à 9, 7%... imaginem vocês o calor e a falta de ar que rola. com isso, acredito que o meu chulé resolveu fazer o caminho inverso da umidade e triplicou! impossível deixar o sapatinho no quarto do bofe, o truque é abandoná-lo na cozinha e fazer uma visita ao banheiro para molhar os pés rapidamente.

nesse desespero, resolvi recorrer aos companheiros de twitter, solicitando "truques da vovó" para acabar com esse meu probleminha que nem a higiene exagerada deu conta.

recebi um site de um amigo (salve alexandrinho!), onde encontrei receita que precisava de 5 dias para ficar pronta. mas não é pra tanto brasil, daqui há 5 dias será outro dia e preciso disso em menos de 15 minutos.

tudo bem... no mesmo site achei a solução com uma receitinha da vovó bem simpática. vamos abandonar o capitalismo desenfreado (eu sou uma contradição) e aderir aos macetinhos que facilitam a vida... segue a receitinha para as chulézentas, assim como eu:

chá do pé cheiroso
- prepare meio litro de água quente para morna, em uma boa temperatura para mergulhar os pés.
- adicione duas colheres de sopa de arnica* e duas colheres de sopa de hortelã.
- mergulhe os pés por 15 minutos e depois disso espere mais 10 minutos para calçar os pés.
- pronto, pode sorrir. vem aí um novo futuro para o odor dos seus pés.


* para quem não sabe ou tem vergonha de perguntar, arnica é uma planta nativa de regiões árticas e temperadas do hemisfério norte, de flores amarelas ou alaranjadas, cultivada como ornamental ou medicinal, mas isso não quer dizer que você vai ter que ir pro ártico ou pro temperado(?) pra adquirir um troço desses. vai lá na farmácia que tem.


é pra você

na última sexta-feira acordei atrasada e com milhões de coisas na cabeça. jobs atrasados na agência, beira do final de semana chegando, dívidas à pagar... meu turbilhão começa a funcionar assim que meu despertador toca, e se põe a descansar quando consigo cerrar os olhos.

pra começar, não tenho tantos problemas pra resolver, a não ser minha compulsão inteiramente exagerada por compras sem sentido. compro tudo, até palito de dente se ele for estilizado. fora essa compulsão toda, eu sou muito nota dez com a vida.

mas para não perder o foco, tenho uma coisa interessante pra contar. passei o final de semana pensando em uma pessoa que eu nunca vi e não sei quem é. uma pessoa que se importou com as coisas que eu falei e que, de certa forma e indiretamente, pude até ajudar.

recebi um e-mail de uma leitora do blog e olha que eu nem sabia que existiam leitores disso aqui. tem um amigo aqui e outro acolá que sempre comenta "ah, que legal", mas jamais imaginaria que alguém desconhecido fosse se importar tanto.

o post é de agradecimento à aline watts, que no seu e-mail digitou elogios confessos. fiquei muito feliz, mal cabia em mim a sensação agradável que você me fez sentir. estava prestes a anunciar o rompante desse espaço e você me deu uma baita de uma motivação, fico sem palavras para agradecer.

hoje contabilizo uns 15 acessos diários nessa pressurização e mesmo sem saber quem são, agradeço à preferência - hehe.

e aline... você foi muito linda no e-mail, obrigada mesmo =)


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

bride party

o dia apenas acabou de começar e já sinto o coração palpitar, como se fosse o final do dia de uma super sexta-feira.

10 de setembro é tão nostálgico quanto o dia 8. hoje tiro o tempo para recordar meu pai e toda sua malemolência jovial, voz alta e risadas intensas. mas após 6 anos de sua ausência, começo a planejar passar o dia com mais suavidade, bebendo um vinho para celebrar seus 69 anos muito bem vividos ou simplesmente silenciar a dor com sorrisos.

a noite de ontem já foi um passo à frente para boas vibrações, fui a um encontro de noivas - bride party, tipo. não, eu não vou casar e é sobre isso que vou falar...

nunca sonhei com vestido de noiva. nunca nem sequer me imaginei entrando na igreja de véu e grinalda sob a marcha nupcial. não sei se é questão de estilo ou até mesmo um orgulhinho de mulher moderna. mas independente do motivo, se um dia pintar o amor e o desejo de casar, vou fazê-lo de rasteirinha - tenho problemas com salto alto.

o encontro de ontem foi inusitado. vários profissionais demonstrando produtos, desde fotógrafo e som, a sapatos e curso de sensualidade. pois é, a mulherada tá atenta. um buffet tomou conta do estômago das convidadas e depois de horas assistindo palestras sobre decoração de flores e como fazer a sua lista de presentes, apareceu uma loiraça tomando conta do microfone.

aparentando uns 40 anos e com a voz fanha, ela deu um show à parte com direito a mímicas e dicas sexuais. rebolou, falou palavrão, ensinou técnicas sobre como envolver o seu futuro marido em um sensual "vucu-vucu" e fez um comentário sobre bunda, que me conquistou.

- quando falamos sobre bunda perto dos homens, o que eles pensam? em mulher gostosa.
- quando falamos sobre bunda perto das mulheres, o que elas pensam? celulite.

o mais engraçado foi perceber que mulher é tudo igual. o CEEEELUUULIIITEE foi proferido em uníssono por todas as rachas presentes, inclusive por mim.

tá vendo? tamo aí preocupadaças com esses furinhos corriqueiros que nos perseguem, sem perceber que não deixamos de ser gostosas pro que mais nos interessa: os homens, principalmente aqueles amados.

ao final do bride party concluí que ainda não quero entrar na igreja vestida de noiva. mas tô gostando desse meu novo ofício de deimosèlle promovido pela minha irmã-amiga, roberta.

esses programas femininos vão formando a minha personalidade, escutei por aí que preciso ser mais vaidosa, por isso tô fazendo a unha toda semana e já tenho um batom dentro da bolsa (mas ainda não comecei a usá-lo).

meu subconsciente é foda, não dá folga.


créditos: o evento foi realizado por uma noivinha que tem um blog muito fofo, vale a pena conferir - casamento10.




quinta-feira, 9 de setembro de 2010

flávia paiva

flávia,

resolvi escrever um depoimento pra você no meu blog, porque não tenho mais orkut para gritar ao mundo inteiro todo o meu amor.

não só pelos seus cabelos cacheados e suas veias charmosas no rosto. mas por você ser totalmente sensacional, nas grandes e pequenas coisas.

tá certo que é a sensacional mais chata que já conheci até hoje, mas aqui entre nós, teu coração não cabe em você: é sentimento demais que transborda por aí.

nessas horas podemos acreditar em deus, anjos, força do universo, energia e o caráleo a quatro. tudo pode explicar o sentido da sua existência para o mundo - fazer o bem. obrigada por tudo (principalmente por ser irritante).

te amo demais, tá?

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

believe

se.tem.bro, do dicionário o nono mês do ano no calendário gregoriano, composto de 30 dias.

setembro é um mês marcante na minha vida e na vida de todos aqueles que me conhecem há pelo menos 6 anos.

há 5/6 anos atrás eu sonhava com a vida que eu tenho hoje. sonhava com a estabilidade emocional que em mim desliza sem querer - ainda. sonhava em resistir ao fundo do poço, em acreditar que seria capaz de tocar o barco com esses braços que parecem frágeis e medrosos.

nesse meio tempo, já levei uma bronca da minha faxineira porque deixei a cozinha criar bichos e mofo, por preguiça de limpar. fui para belo horizonte conhecer uma vida louca e trágica, até descobrir que não existe lugar melhor que brasília e o famoso traço do arquiteto que o djavan insiste em cantar.

na confusão me estabilizei na profissão, mas antes disso precisei ser produtora, assessora de imprensa, radialista e jornalista. devagarzinho o mundo foi conspirando a meu favor e quando percebi, as coisas estavam onde exatamente deveriam estar, mesmo aos trancos e barrancos.

e isso não é só comigo, quando de repente, cada pessoa que faz parte da sua vida tem aquele sentido essencial e indispensável. quando você se encontra em uma situação terrível, sem pai nem mãe e nem pé e cabeça, você começa a valorizar os amigos como verdadeira obra de deus, o ensaio à perfeição.




segunda-feira, 30 de agosto de 2010

eu tenho tpm

aquele famoso ditado "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é", encaixa em qualquer situação e para qualquer pessoa, já que só nós mesmos que somos capazes de 'compreender' nossas dificuldades e reconhecer nossas qualidades.

vou de titãs quando chega o domingo. mesmo depois de horas sensacionais de um final de semana super agitado, domingo sempre me faz tropeçar. às cinco da tarde começo a imaginar desculpas para não ir trabalhar no dia seguinte, mesmo reconhecendo que essa idéia será abortada no próximo minuto.

domingo é dia de saudade, melancolia e medo. tudo passa, tudo passará - ok, mas confesso que gostaria de pular as últimas horas desse dia. o fantástico até me ajuda, mas sempre vou dormir lembrando do passado, da casa cheia, do bigode e da voz.

o início da minha segunda ainda tem resquícios do domingo, mas acabo de concluir que essa porra toda não passa de uma maldita e fajuta tpm. ah, mulheres...




segunda-feira, 23 de agosto de 2010

poetinha camarada

vinícius voltou a ser pauta nas redações dos jornais. é uma delícia poder recortar suas matérias e imaginar sua vida e sensações, reconhecendo a grande influência que ele exerceu sob milhares de corações - inclusive o meu.


poética - vinícius de moraes

de manhã escureço
de dia tardo
de tarde anoiteço
de noite ardo

a oeste a morte
contra quem vivo
do sul cativo
o este é meu norte

outros que contem
passo por passo:
eu morro ontem

nasço amanhã
ando onde há espaço:
- meu tempo é quando.


valeu, embaixador.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

o meu personagem sou eu

diariamente procuro pelas mãos, vestígios de novas pintas. abro sete vezes o calendário embutido que tem na minha caneta (juro por deus). tomo cerca de 3 a 4 latinhas de coca-cola e devo falar "ó p'cevê" em quase todas as frases.

diariamente nasce um roxo diferente na minha perna. grande ou pequeno, forte ou fraco - todo o santo dia nasce um novo. tomo pó de guaraná mesmo se estiver no ápice da minha agitação, parece meu carregador.

diariamente erro o lugar da vírgula nos meus textos. diariamente, quase a metade deles são reprovados. e todos os dias, aprendo a falar melhor sobre o que quero e da forma que quero.

diariamente fico, pelo menos, 2 minutos na frente do espelho fazendo careta, o que é uma excelente tática para elevar a auto-estima. passo hidratante nos pés, mesmo achando que não faz a menor diferença.

diariamente penso em jogar na mega-sena, mas nunca fiz isso na vida. do mesmo jeito que penso em tentar ser mais séria e não consigo. diariamente compro chocolate na conveniência e como pensando em algum amor (sério, véi).

eu sempre sou a mesma pessoa, diariamente. me dá um alívio isso. acabei de quebrar meu calendário embutido...


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

ô manhê!


- que foi, menina?
- ô mãe... tô com fome...
- ah, menina...
- pô mãe, me ajuda... tô com fome...
- ahhhhh clara, vai na rua mata um homi e come!!!

**
- mãããããããe.......
- oi, clarinha.
- mãe, pega água pra mim?
- meu deus do céu, clara, quero só ver quem vai pegar água "procê" quando eu morrer.
- brigada, mãe.

**
- mãe, cê me ama?
- de novo não né, clara?
- pô mãe, quê que custa? cê me ama?
- caramba...
- mãe! você não me ama!
- clara alice, eu te amo até pelada.


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

eu quero ser

e de repente começo a inscrever no meu google reader centenas de blogs sobre moda. e em um dia percorrendo inúmeros deles sobre tendência, comportamento e todo esse "blá blá blá modístico", comecei a sentir vontade de ser fashionista, blogueira, SPFW, uhu que demais!

daí me vem as recordações de tudo que eu já quis ser na vida. consigo perder de vista as milhões de profissões que quis e que até mesmo inventei.

a primeira delas é bem clichê, típica dos 4 anos de idade com um plus a mais: queria ser dançarina de sapateado. eu nunca fiz sapateado na vida, meus caros.

lembro bem que os meus desejos dependiam de uma referência. quando fui conhecendo parte da minha família, sempre me apaixonava por uma prima mais velha (paixão em forma de admiração, tá?).

quando fiquei amiga da joanna, ela estudava ferrenhamente pro vestibular. aquilo me animava muito! ela queria ser bióloga marinha, e eu acabei querendo ser também.

depois veio a ju. nossa! a ju era linda, parecia com a minha mãe e tinha um cabelo volumoso, castanhão - um troço! ela estudava arquitetura na ufmg. meu sonho, então, era ser arquiteta.

depois veio medicina, turismo, pedagogia, relações públicas... até aeromoça eu quis ser (uau, juvenau).

e o mundo dá voltas e acaba te encaixando onde você realmente deveria estar, parece até um tabuleiro inteligente. posso tirar uma onda e falar que sou comunicóloga, mas a publicidade me mata de tanto amor!

ah... e mês que vem, pessoal, vou fazer um curso de corte e costura - hehe.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

apenas desejando...

nada é tão impossível que não possa parecer viável, né?
ta aí, em primeira mão, meu protótipo de desejos para uma vida nota dez.

1) ser faixa preta de kung fu
2) morar em portugal e namorar um gajo que me chame de rapariga
3) aprender a fazer guacamole (arriba!)
4) ganhar uma medalha de qualquer coisa em qualquer modalidade
5) ter um filho chamado escafandro
6) nadar no pacífico de madrugada
7) fazer rotas do vinho por portugal, chile e frança
8) ter uma chácara e um cavalo que coma cenouras, chamado josé antônio
9) sentar com pernas de índio no restaurante giratório do mariott marquis, acompanhada de um martini
10) pular de paraquedas gritando "gerônimoooooo"
11) aprender a fazer bananeira longe da parede e por mais de 7 segundos
12) e acabou (gosto de números pares).

supracitando, caros amigos, minha vida é um quebra cabeça muito fácil de montar...


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

sábado, 7 de agosto de 2010

7 de agosto

tony bennett era seu ídolo. fazia qualquer coisa por um cigarrinho e um café no fim da tarde (e durante o dia inteiro, melhor dizendo). não cozinhava bem, mas brilhava no purê com carne moída. vejam vocês, ela gostava de feijão gelado com pão.

já foi modelo na frente do louvre. inventou uma língua imaginária para fazer sua filha feliz. não gostava de avião, mas admirava o sonho do mais velho. sempre muito calorosa, não conseguia falar baixo em nenhuma situação.

se bebesse um golinho de vinho, não conseguia parar de rir. ganhava flores do marido aos domingos e acreditava piamente em santa terezinha. usou um palitinho de cenoura do drink como se fosse canudo e pagou o mico do século com o recente namorado.

batalhou por um amor e foi vencedora. detestava brasília, o clima e as pessoas, mas não conseguia viver em outro lugar. se irritava com a quantidade de papel higiênico que a exagerada da sua filha gastava para limpar o xixi e insistia que o bidê poderia ser útil.

a quinta avenida era seu sonho de consumo. lia lya luft e chorou pela morte da elis regina. sua loja preferida chamava strige, mas gostava mesmo é de calça jeans velha e surrada. os cabelos curtos rejuvenesciam sua aparência e deixavam à mostra o pescoço mais lindo que já conheci.

pro filho ensinou que o céu era o limite - e ele aprendeu direitinho. pra filha, ensinou que a melhor saída é uma boa piada - e, claramente, ela aprendeu. o resto ficou por conta da bossa nova, dos livros, das lições de sabedoria, do violão, dos abraços e beijinhos e carinhos seeeeem ter fim...


it's up to you, nenena.


segunda-feira, 2 de agosto de 2010

qualidade

minha drikosa é uma coisa doida. morena, cabelos lisos, coração quente e uma inteligência de impressionar. se você gosta daqui, também vai gostar de lá.


"palavreando...

se o desencontro é um engano... o encontro é um desengano?
se eu te dou um ultimato... você me devolve um "eutemato"?

importunar só ocorre em momento inoportuno, no momento oportuno é oportunidade. assim, como são raros os momentos oportunos, o mundo vive de inoportunidades.

um segredo que eu te conto é uma notícia que publico, e um castigo pra você que, ouvindo, não poderá falar. por outro lado, se só eu sei, é quase como se nem existisse...

as portas do meu mundo estão abertas... se o seu medo permitir que você entre, seja bem-vindo!"

e isso você só vê aqui, na adriana krieger produções textuais - hehe.

oitavo mês do calendário gregoriano

resolvi fazer um post para dar as boas vindas ao mês de agosto.

não tem nada de suuuuuper importante acontecendo esse mês, mas é um período do ano que eu gosto muito. daqui pra dezembro, meu bem, é um pulinho só.

2010 tá parecendo o ano do papa-léguas. tudo muito intenso, rápido, cheio de emoção ou então, sem emoção nenhuma. essa ciclotimia de sentimentos me deixa um pouco confusa. fico meio perdida nesse fiofó todo, desperdiçando um tempo danado pensando em soluções para os meus problemas.

daí, cheguei a conclusão que não adianta pensar em nada. você tem que simplesmente acordar para um novo dia, com disposição à resolver. o problema está em ficar lamuriando o problema. o problema está em perder 59 mil horas da vida, só na atividade (não remunerada, ainda por cima) de pensar demais e fazer de menos.

e eu tô gostando dessa idéia de me preocupar com o simples, porque o composto já é composto demais. e as coisas sempre se ajeitam. vou até escrever isso aqui, porque quando tô no desespero de uma enconha, não consigo pensar positivo - registrando quem sabe, né?

seja bem-vindo, agostão! tô feliz com seus próximos 29 dias.


quinta-feira, 29 de julho de 2010

quintana e eu

sou filha temporona. minha mãe mudou para brasília em uma fuga estarrecedora para ser feliz com o homem que ela amava em silêncio por 9 anos.

o sonho começava a se tornar realidade: brasília, a cidade projetada, o ronald e a empresa que eles tanto sonhavam em criar. ela se matriculou em um curso na unb e comprou uma bicicleta. 40 anos, nova vida, novo canal, novos ares - tudo plano, feito o equilíbrio que se esperava há muito tempo.

ele, bigodudo e intelectual. só sonhava em ter paz. paz, cigarro, maria helena e cerveja. até já era avô, mas mesmo assim não se sentia completo imerso na vida que sempre pareceu vazia e desonesta. mas a sua solução tinha um nome composto, vocês sabem, né?

deu certo, transbordaram de amor logo nos primeiros meses de capital federal. pareciam viver uma lua de mel in-ter-mi-ná-vel. a bicicleta teve que ser aposentada pela gravidez, porque depois de um, veio a outra.

daí quintana me lembrou de uma coisa que faz muito sentido para mim: "nasci muito tarde em um mundo muito velho". e é só isso que tenho para dizer... mesmo se você ficou sem entender (e eu brilho na rima).


segunda-feira, 26 de julho de 2010

hola, que tal?


agosto, à gosto. gostoso mês de agosto (tá, parei).
foi confirmada a derradeira data da festa do bigode. homens e mulheres, preparem seus bigodes desde já. acendam os refletores e apurem os tamborins, falta muito pouco!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

por uma vida menos ordinária

seja menos ordinário.

reclame menos, trabalhe mais, beba com moderação, estude excessivamente, pague as contas em dia, seja simpático e cordial, faça uma surpresa para a sua mãe, compre um fiat uno e viaje pelo interior de minas gerais (itinerário estrada real), aprenda a fazer guacamole com tequila para enlouquecer sua mulher, seja divertido para chamar atenção, acredite em amor à primeira vista e que fidelidade vale a pena, tenha sempre um chocolate no bolso e seja autor do melhor feijão do mundo.

compre uma bicicleta e se case em seguida, abra uma agência de relacionamentos para fazer as pessoas felizes, creia em deus e tenha fé, aposte no cavalo certo no dia do jockey, cante no banheiro e faça do shampoo um microfone, vá ao show da sua banda preferida e descubra que amor platônico é possível sim, mate um pintinho aos seis anos e ache graça aos vinte e seis, seja perseverante com o impossível, aprenda a usar arco e flecha e acorde mais cedo para ver o nascer do sol no lago paranoá.

depois de tudo isso, vista a sua roupa mais ridícula, coloque um binóculo no pescoço e vá passear no supermercado.

boa tarde, minha gente.

domingo, 18 de julho de 2010

cmte. pablo castello branco


tô passando o final de semana na casa do meu irmão (sem ele, mas tudo bem). e mesmo lotada de trabalho e tentando adiantar algumas coisas, posso garantir: dos últimos finais de semana que vivi, esse foi o melhor, disparado.

não vou conseguir enumerar os porquês, simplesmente foi. reparando no capricho dele com suas coisas, comecei a recordar muito da nossa infância, pensando no intenso sonho que nós vivemos. tantas histórias próprias, peculiares e cheias de maravilhas... recordei também das histórias duras, perdas irreparáveis e dificuldades jamais planejadas e mensuradas.

quando começamos a sentir que o sufoco estava finalmente passando, jamais esquecerei da frase dita por ele, ao término de mais um almoço na zimbrus: "mana, acho que estamos conseguindo atravessar o túnel, porque já consigo enxergar a luz".

é isso, a gente passou pelo túnel. confesso que sentir a luz forte batendo na cara é muito mais confortável. mas confesso também, que precisamos de todas as batalhas para conquistarmos a vida com tanta vitória.

fica aí uma homenagem pro meu irmão, que é toda a minha família em um só. thanks for everything.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

cadillac of the skies

hoje tô meio singular. tentando entender algumas coisas sérias que nos fazem capotar da vida, e reparar que tá tudo precisando de conserto. conserto de arestas. vai me dizer que você nunca passou por isso? "aham cláudia, senta lá".

steven spilberg nem é o cara, pra mim. nunca foi, aliás. vi um filme ou outro, mas no esquema leigo de ser, só por hobby. não gostei de jurassic park, me dá a maior preguicinha de filmes assim. mas tá, tudo bem, gostei de 'ET', gostei de 'além da eternidade', gostei de 'de volta para o futuro', 'o resgate do soldado ryan', 'mib'... é, tá, gostei de muitos.

mas um em especial, deu uma bela laçada no meu coração - e olha que só vi um trailler fajuto. família é um negócio muito louco mesmo. só por causa de um molequinho gritando "p-51, p-51!", meus batimentos cardíacos já se alteraram. e nessas horas começo a compreender muitas coisas dentro de mim, principalmente a emoção à flor da pele. o filme tem quase a minha idade, 1987 (realmente tô velha mas, não se preocupe, já uso renew), e meu irmão nem precisou falar que era a película preferida do meu pai para perceber que a paixão será sempre inexplicável, mas para sempre será paixão.







quinta-feira, 15 de julho de 2010

mustache, muchacho


recebi esse teaser no início da semana. e até agora tô sem palavras. aguardem maiores informações.


quarta-feira, 14 de julho de 2010

loucademia é a vida, mermão

um policial me ajudou - juro pra você.

não, não fui assaltada, sequestrada ou sei lá. e quando meu pneu furou num domingão às 2 da manhã não tinha nem sinal de polícia na minha frente.

tava eu lá me divertido deveras no calaf, disposta a ir embora cedo, afinal de contas o dentista me traumatizou e balada na segundona não combina com disciplina (tô tentando melhorar).

de repente anunciaram no microfone que estávamos cercados por todos os lados. bêbados do meu brasil, a blitz tá no funil (sei que não tem nada a ver, mas foi só pra rimar).

daí né, metade do público presente resolveu encher a lata (meu irmão então, que o diga). eu tentei manter a parcimônia, anti-inflamatório... sabe como é. quando vi que a hora programada estava próxima, resolvi mergulhar na coca-cola e foi o som.

fui a primeira a ir embora, por votação democrática. além do sono, eu era a menos bêbada (mas te garanto que a mais divertida - hehe). fiquei meio tensa quando o digníssimo flanelinha me aconselhou a ir pela frente mesmo, a possibilidade de parar seria menor.

lá fui eu, rezando um pai-nosso e acreditando que meu anjo da guarda estava sentadinho no meu ombro. fudeu, o policial fez sinal para parar o carro. na mesma hora desci o vidro, acendi a luz e fiz aquela cara de calma e equilíbrio digna de artista global. desejei boa noite e passei os documentos para o indivíduo.

nesse momento descobri que até policial tem preguiça de trabalhar (novidaaaaade). o "soldadinho" me olhou com cara de bunda forever, perguntou porque meu documento era de belo horizonte e quis saber onde eu morava. respondi tudo bonitinho, tentando até puxar um papo amigável, como de costume.

até que então, o policial veio com toda a sua sabedoria preguiçosa e disse, "não precisa explicar tanto. vai logo antes que 'os cara' vem aqui. não explique nunca. vá para casa, boa noite.".

no caminho até em casa, fiquei meio perplexa. não só porque sou dramática, mas também porque fiquei embasbacada com a preguiça do cidadão. e principalmente com seu conselho, que resolvi guardar na principal pasta do cérebro que tem o nome de "aprendi na merda".

tá vendo? um policial me ajudou. e pode te ajudar também, amigão. é isso aí, não explique, nunca. o que quer que seja. não vale a pena.

e o anjo da guarda tava sentado no meu ombro... só que me beliscou (se beber, não dirija).


terça-feira, 13 de julho de 2010

e agora, josé?

"a ilusão da simplicidade excessiva, deixa o complexo ingerenciável. simplicidade é abraçar as variáveis, não ignorá-las por teimosia."

dorme com essa aí, amigão.

márcio svartman é blogueiro também: http://marciosvartman.blogspot.com/

melhor que isso, só dois disso

cara... tem dias que me preocupo realmente com a minha sanidade mental. eu já aceitei que sou meio esquisita e diferente, que dou umas vaciladas estratosféricas, mas todo mundo me adora. acho isso genial, aliás. sou uma filha da puta com você, e você tá aí do meu lado. tolice, heim?

sem mais delongas, preciso desabafar.

fui no dentista ontem, né? e foi o primeiro retorno após a fuga. no mês passado, tinha uma consulta marcada para fazer um check-up. pior que dentista, só avião, então você já pode imaginar o pânico. o dia foi chegando, chegando, chegou. daí, né, fui lá.

mãos geladas e discretamente trêmulas, coração com taquicardia e pés suados. nessa hora, passa um filme da minha vida na imaginação e começo a buscar meios para o auto-boicote.

nesse caso, posso afirmar que a dentista não cooperou. além de se chamar iglê, ao invés dela me atender assim que "aceitei" deitar na sua cadeira mortífera, antes do processo entristecedor ela resolveu fazer uma prévia no banheiro - xixi talvez. pronto, essa foi a derradeira hora em que a imaginação criou asas, literalmente.

dentista no banheiro? clara fugindo. saí correndo do consultório, cruzei a sala de espera que nem um furacão e optei pelas escadas do prédio, em total clima de missão impossível, uma fuga cheia de adrenalina.

quando me encontrei em paredes seguras, foi um alívio só! meu telefone disparou a tocar, claro. a dentista deve ter achado que usei alguma pílula para desaparecer. mas foi simples assim, levantei da cadeira e zarpei.

conclusão dessa palhaçada toda: só adiei um problema (aliás, essa é uma modalidade da vida que eu tenho MBA). tive que voltar na dr. iglê ontem, e hoje sou dona da bochecha esquerda mais gordinha do DF.



segunda-feira, 12 de julho de 2010

é fofinho e suculento

o cara do pão de mel.

sempre chega sorrateiro, de repente aparece uma mala vermelha em cima da minha mesa, e com um belo sorriso branco de negão, carinhosamente pergunta "clarinha, quer de coco ou leite condensado?".

sua gentileza é tão peculiar, que me dá vontade de comer oitocentos pães de mel. agora já aprendi a controlar a minha ansiedade e a tara pelo chocolate. pior era no início, que comprava 5 ou 6, sempre com o intuito de levar pra minha tia, pro bofe, etc. . agora tô conseguindo manter a marca de apenas 1 - palmas pra jesus!

engraçado foi quando comecei a reparar mais no getúlio (nome do féla). ele combina a cor da blusa, com a cor da malinha térmica que carrega seus pães de mel. pois é, é verdade. mala azul? blusa azul, mala vermelha? bluza vermelha, mala cinza? bluza cinza.

hoje, em especial, acho que deu alguma coisa errada no life style do getúlio. ele estava com a mala vermelha e a bluza cinza. isso me preocupou. será que é desvio de humor? ou a mala cinza rasgou? não consegui perguntar, mas vou guardar a dúvida até sexta-feira, dia de sua próxima visita.

enquanto isso, devoro o pão de mel sabor coco, pensando em aproximadamente 500 calorias à queimar, xingando o pobre do getúlio por ser instrumento da minha tentação.

interessante

lenine resolveu voltar a ser o protagonista da minha vida. bom pra mim, vamos dizer. as poucas horas que consegui dormir essa noite, sonhei com uma vida em "slow motion", onde a trilha sonora era, nada mais nada menos que "é o que me interessa", música do álbum labiata.

o sonho parecia uma mentira. tudo parecia devagar demais e ao mesmo tempo, muito rápido. uma bela resposta para o que já cheguei a acreditar que pudesse ser amor. e é por isso, meus caros, que vou me manter no platônico, feliz com meu pernambucano cinquentão.


daqui desse momento
do meu olhar pra fora
o mundo é só miragem

a sombra do futuro
a sobra do passado
assombram a paisagem

quem vai virar o jogo
e transformar a perda
em nossa recompensa?

quando eu olhar pro lado
eu quero estar cercado
só de quem me interessa

as vezes é um instante
a tarde faz silêncio
e o vento sopra a meu favor

as vezes eu pressinto
e é como uma saudade
de um tempo que ainda não passou

me traz o seu sossego
atrasa o meu relógio
acalma a minha pressa

me dá sua palavra
sussurra em meu ouvido
só o que me interessa

a lógica do vento
o caos do pensamento
a paz na solidão

a órbita do tempo
a pausa do retrato
a voz da intuição

a curva do universo
a fórmula do acaso
o alcance da promessa

o salto do desejo
o agora e o infinito
só o que me interessa

sexta-feira, 9 de julho de 2010

jesus cristo tem disco rígido

vamos lá, eu vou tentar.

tentar explicar, para tentar entender. tentar raciocinar como a vida precisa apenas de 3 a 4 segundos para mudar completamente. 3 a 4 segundos que dependem da sua escolha, daquele titubear no percurso.

abrir o coração sempre foi uma coisa deveras complicada para mim. principalmente quando ele foi fechado por uma ruptura desconfortável e indesejável. nesse momento, restou o silêncio e o descanso.

passei a ser o meu próprio amor. acreditei veemente na marisa monte, que garantiu pra mim que não é impossível ser feliz sozinha, colocando em cheque toda a malemolência do sub-pai do amor, tom jobim (porque o pai né, brodér... meu velho vinícius, saravá!).

mas de repente, vem o tempo e pimba! muda tudo. de forma assustadora, transforma suas percepções sobre a vida e sobre as pessoas. e até mesmo o seu ceticismo sobre jesus cristo.

você passa a acreditar em milagres. e o pior (não tão pior assim), você passa a acreditar que pode evitar milagres se souber administrar a vida com mais responsabilidade.

e daí você lembra que viver como hank moody não leva a nada. apenas te trás felicidades momentâneas e utópicas.

mas acordar é bom. e fazer um backup na máquina é melhor ainda. por isso, eu digo: pode vir, vida. eu ainda tenho a minha capa invisível de super herói. ela tá remendada, mas tá zero bala.

meu pintinho amarelinho

meus caros, já tive um pintinho amarelinho.

bela manhã de sábado, verão de 1990.

eu era uma menininha muito faceira. meio gordinha e muito loirinha, daquelas simpáticas e espertinhas, que todo adulto adora. não é prepotência não, eu era assim mesmo. depois de crescida, minha mãe confessou que morria de medo de me sequestrarem, tamanha a minha habilidade precoce com o ser humano.

sem mais delongas, vamos ao pintinho.

na tal manhã de sábado do tal verão, fomos passar um dia na recém inaugurada chácara do tio gabriel. o que eu mais gostava nessa história era a sua mulher, que também se chamava clara. para mim era um máximo conhecer uma adulta com o mesmo nome que o meu!

mas isso passou despercebido quando a farra mudou de nome. a onda do momento era espionar a galinha chocando os ovos. isso foi rápido, a danada da galinha devia ter o rabo quente. chocou 5 ovos com pintinhos amarelinhos daquela espécie mais fofa do mundo.

eu praticamente esperniei. pulava de alegria vendo aqueles negocinhos coloridos tentando andar. insisti, insisti e insisti. venci meu pai pelo cansaço (essa sempre foi a minha melhor tática, o cansaço), e peguei um pintinho. com a aquisição em mãos, começava a mirabolar planos e razões para convencer meus pais de levá-lo para casa. com ele, a vida parecia tão mais feliz, tão mais... amarela.

dito e feito, tudo amarelou de vez. não sei ao certo o que aconteceu, afinal de contas, já se passaram 20 anos e minha memória não é lá essa coca-cola toda. mas depois de muito beijar, apertar e acariciar o tal do pintinho amarelinho, um certo momento reparei que ele não se mexia mais. nada, nenhum tremiliquezinho. não piava mais e os olhos pareciam vagos. tentei "reanimá-lo", no meu mais medíocre jeito infantil de ser. nada, nenhum sinal vital.

depois de horas andando pra cima e pra baixo com as mãozinhas fechadas (como se escondesse alguma prova de algum crime), chegou a hora de ir embora. ou seja, chegou a hora do meu desespero. teria que contar pro papai que matei o pintinho sufocado, o tio gabriel acabaria com a amizade deles e meu pai me odiaria para sempre (nasci com o hormônio máximo do drama).

tentei disfarçar muito, mas minha experiência não permitiu. quando abri as mãozinhas, o papai teve uma reação totalmente inesperada. na hora que reparou na minha cara de desespero e viu que o pintinho não tinha mais vida, soltou uma baita gargalhada - bem ao seu estilo, aaaaalta e longa.

na hora fiquei meio sem entender, mas a princípio, rolou um alívio. se ele tá rindo, não deve ser tão ruim assim. pelo menos percebi que não seria presa para sempre no quarto, tendo como punição meu vizinho de cama e peidorreiro, pablo henrique.

após a longa e alta gargalhada "à la" tio ronald mc donald, o papai resolveu me explicar que matar pintinhos sufocados era a coisa mais normal do mundo e que eu podia ficar sossegada. e ainda completou! disse que já tinha matado vários pintinhos na vida, e que comigo seria assim também.

claro que não foi, né? ele nunca mais me deixou chegar perto de bichinhos pequenos (claro que discretamente). mas mesmo assim, teve a arte de me livrar de um trauma. belo papai o meu.

mas o tal do pintinho amarelinho, tadinho... que coza triste. rezo por ele até hoje, onde quer que esteja.

será que tem um paraíso exclusivo para pintinhos amarelinhos?

segunda-feira, 14 de junho de 2010

consumo delirante

esse negócio de dia dos namorados, me botou pra refletir.

não, eu não passei o sábado inteiro trancada em casa, chorando, agarrada a uma panela de brigadeiro e 5 caixas de cerveja - definitivamente, não.

mas confesso que ando um pouco chateada com essas datas comerciais. desde o dia das mães. poxa... é um puta dia lindo, cheio de significados onde devemos celebrar aquela que nos concebeu, nos deu o mundo, a felicidade e nos mostrou as belezas e as tristezas da vida. isso sim é data que merece ser intensamente comemorada.

daí né, tô eu lá desperdiçando o tempo na web: sites de notícias, orkut, twitter, google reader e afins. quando de repente, me deparo com a seguinte matéria: "dia das mães é considerado o segundo natal para o comércio brasileiro".

não sei você, mas a mim irritou muito. massa, somos submetidos automaticamente aos progressos e depressões do consumismo, mas sei lá, tudo é abusivo demais.

por conta da matéria, resolvi nem presentear minha tia/mãe esse ano. na verdade, tentei explorar a essência do meu amor, para oferecer um 'eu te amo' especial e diferente.

brilhei, claro. ela é linda e se satisfaz apenas com a presença dos filhos.

por isso acho, que o dia dos namorados só serve para encher shoppings e dar um belo fim de mês para as vendedoras comissionadas.

e eu fui na fnac de novo. mas pelo menos posso dizer que sou meu próprio namorado - ahá! (?)

beijos.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

julieta venegas (clica, vai)

pois é.
tava eu lá na fnac esse final de semana, na companhia de um exímio cinéfilo/músico de coração/seilámaisoque, e diante o tédio que me foi oferecido (pela minha já conhecida falta de paciência), resolvi fazer a mesma coisa que ele - futucar todos os cds do universo.

bela e feliz decisão a minha, já que não tinha nada muito melhor para se fazer ali. chegamos em uma ponta das mil prateleiras da fnac e achei uma parte com cantores estrangeiros. me veio uma luz do além totalmente produtiva. decidi procurar pela letra j - julieta venegas.

achei dois cd's, um mais recente e o mtv unplugged. optei pelo unplugged, por considerar uma compilação das melhores músicas dos artistas com um som muito gostoso de ouvir. feliz escolha de novo, era meu dia de sorte.

o cd me custou a bagatela de R$18,90 e trouxe para minha vida, momentos de intenso prazer - hehe. aconselho pra você, pra sua mãe, pra sua tia, seu namorado, sua amiga, seu papagaio, seu peixe beta e seu amigo imaginário.




terça-feira, 1 de junho de 2010

liniers (clica aqui)


gosto tanto dessa tirinha que chego a achar que sou eu, hehe...


saudade feliz

outro dia desses tava lembrando do bigode.

bigode foi meu amigo imaginário no auge da minha fantasia, dos 8 aos 12 anos. era proveniente do meu armário e tinha um corpo longo e totalflex. um dia, ao deitar, abri o armário com prateleiras onde guardava o edredon e ele saiu junto. bigode.

pois é. apesar de um pouco repressor, bigode era uma ótima companhia. repressor porque sempre reclamava de sair do armário e ter que ficar sentado com pernas de índio em cima da minha escrivaninha. também reclamava muito do horário em que ia dormir, queria que fosse mais tarde.

diariamente, era um resmungo só para abandonar o espaço apertado do armário e se esticar mais perto de mim. mas passada a chateação, danava a conversar comigo sobre tudo. sabia dos meus anseios e ambições (que naquela época era conseguir colocar a maior quantidade de balinhas 7 belo na boca de uma vez só), conhecia minhas manias, e é claro que se incomodava com todas elas. mas, mesmo assim, sabia que de alguma forma tinha que me proteger de todo o mal.

isso que mais me admirava no bigode. seu jeito grosseiro com o coração mole. sempre falava que o amava e que adorava quando ele me esperava dormir. em resposta às minhas declarações de amor, apenas resmungava, como se eu fosse um erro.

teve um dia que tivemos um problema inesperado e assustador. depois da nossa conversinha diária, desliguei meu abajur azul com babadinhos e fomos dormir. no meio da madrugada, por volta das 2 ou 3 horas da manhã, fomos surpreendidos com um baita curto-circuito na tomada do meu abajur. foi uma explosão enorme, com direito a faíscas para todos os lados! gritei, por causa do susto, mas não desesperei.

de repente, olho pra porta do meu quarto e lá estão parados meu pai, minha mãe e meu irmão, que ficou completamente em pânico, esperneando, chorando e me apontando os braços (muito lindo ele!).
depois daquele pipoco todo, continuava na minha cama, um pouco extasiada, mas mesmo assim, bem tranquila.

ergui as mãos para os familiares à porta e gritei "calma gente, o bigode tá aqui, o bigode tá aqui!!!". no momento, eles não questionaram quem seria o tal do bigode. me tiraram do quarto e me colocaram para dormir com meu irmão. tá bom, né? dei a mão pro pablo e apaguei.

ao acordar, soube que meu irmão não fechou os olhos durante toda noite, com medo de acontecer algo a mim ou a nós. e fui parar na psicopedagoga porque não consegui explicar quem era o bigode.

mas que ele existiu... ah! existiu, viu?!


segunda-feira, 31 de maio de 2010

you also have a sunshine


you are my sunshine,
my only sunshine.
you make me happy,
when skys are grey.
you never noticed,
how much I love you.
so please don't take my sunshine away.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

relíquias


tive um final de semana que me fez recordar como nunca! em alguns momentos, cheguei a acreditar que as lembranças eram recentes, mesmo variando entre 10 e 15 anos. engraçado como a concepção de tempo mudou totalmente pra mim. poucas coisas são iguais quanto antigamente, mas tudo só melhorou porque existiu o antigamente.

hoje eu acordei com muito orgulho de ter nascido de pais que souberam me criar tão livremente. me ensinaram a ser inteira: em gênero, número e grau. me ensinaram a sorrir e a gozar da vida, mas também me ensinaram a sentir dor - das mais profundas.

é inesquecível aquele cheiro de café e cigarro que rondava a minha casa. na época, só sabia reclamar. hoje eu sinto falta. falta daquele bigode que tampou o lábio superior durante toda vida. saudade daquelas mãos fininhas e daquele olhar preocupado. muita saudade, de todos os jeitos e de tudo.

mas uma saudade pontual. com a certeza do sentimento mais lindo que tive a chance de experimentar, durante toda a história de amor que vivi com eles.

ame você também. é bom demais. e dá bons frutos - hehe.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

eu passarinho


o querer mais
que destrói o que se tem
é o querer além
do que se pode ter.

tenha o que é seu
ame por sí só
mesmo que seja por sí
ainda que seja só.

mas é como se fosse meu. vai entender...

bom senso

"(...) isso não é depreciação, é auto-conhecimento.
alguém por acaso fala pra você ficar triste, se você está explodindo de alegria? porque deveria então, falar pra você ficar alegre quando está explodindo de tristeza?"

e é isso e pronto e acabou.

terça-feira, 18 de maio de 2010

primeira vez

lembrei a primeira vez que me apaixonei. aquela fatídica vez em que a gente descobre que tem que enfrentar o universo pra poder amar em paz. logo na minha primeira vez foi assim.

vamo lá, uma boa dose de saudosismo.

1995, 5a série, escola paroquial santo antônio. várias menininhas sendo convertidas. convertidas daquela fase em que os meninos são literalmente chatos e insuportáveis e passam a ser gentis e interessantes.

começamos a usar short. um short super adaptado, que na verdade, por debaixo da blusa, escondia um truque do que seria o verdadeiro bermudão. mesmo inconscientemente (ou consciente), já percebíamos o que agradava a massa masculina. e assim, resolvemos dobrar o bermudão tosco para impressionar nossos alvos (hoje em dia, isso é muita modernidade pro meu gosto).

truque muito bem aplicado, viu? mal começou o ano letivo e todas nós, alunas da 5a série D, já tínhamos um amor para bisbilhotar na hora do recreio. na época, era muito cafona ir pra cantina. o pop era assistir o futebol dos garotos, que saiam do jogo completamente encharcados de suor, tendo como platéia várias garotinhas suspirando - apaixonadas. era muita emoção.

felipe berga. esse era o nome dele. baixinho, parrudinho e sorridente. um tanto quanto levado; vira e mexe passava por minha sala em direção à coordenação. mas o que me deixava mais apaixonada, eram seus cabelos. ah, que cabelos! aqueles do estilo cuia, sabe? pra melhorar mais, na hora do futebol essas madeixas carregadas ficavam pingando de suor. naquele momento, aos 11 anos de idade, comecei a perceber o que era ser sexy.

dito e feito. o berga me reparou. olhares na hora cívica, gols no recreio para impressionar e um bilhetinho no final do dia: 'quer namorar comigo?' (daí ele desenhou um quadradinho com a legenda sim e outro quadradinho com a legenda não).

que êxtase! que frenesi! a minha vontade era marcar aquele incrível quadrinho do sim, sim, sim, sim, mil vezes sim!!! aqueles cabelos, aquele sorriso e aquela malemolência... tudo isso em um só, me pedindo em namoro pela primeira vez. mas não. já naquela idade, carregava um feminismo orgulhoso dos brabos - engoli a ansiedade.

voltei pra casa com aquele bilhete (praticamente premiado) e mal consegui dormir, imaginando que no dia seguinte eu estaria namorando (sem nem saber da TRETA que isso significa).

pronto. agora eu poderia me considerar uma senhorita berga. podendo demonstrar diretamente toda minha admiração por aqueles cabelos esvoaçantes e suados. admiração essa, com prazo de validade.

um belo dia, dona maria helena desconfiada do meu constante bom humor e efusividade, resolveu me surpreender no colégio. e mãe é mãe, né? bem exatamente nessa hora, eu tava de namorico em um quiosque escondido, nas entranhas do santo antônio (irônico, ahn?). o namorico se resumia a conversas (que a pauta devia ser cavaleiros do zodíaco), mãos dadas e em momentos raros, abraços. o resto ficava por conta do olhar, e que olhar. pronto, descobri o amor.

minha mãe não gostou de ver a filha dela sozinha, aparentemente escondida com um rapazinho de meio metro de altura (claro q ele era menor que eu, né?), começando a entender o efeito da paixão sobre a vida. acho que tudo isso era proteção mesmo - e dá pra entender perfeitamente.

pelo menos a inteção do amor ficou. aquele amor simples, só de olhar. o beijo mesmo, conheci aos 14 anos. e o nome dele era pedro ivo. e os olhos... eram verdes.









domingo, 16 de maio de 2010

existe uma solução

acordei pensando em santa edwiges. devo ter sonhado com ela ou coisa do tipo. mas só consigo explicar que tem aproximadamente 1 hora que ela não sai da minha cabeça.

visto isso, resolvi consultar o meu best-zão, wikipédia. lá encontrei: " santa edwiges é popularmente conhecida como protetora dos pobres e endividados".

tá completamente explicado. provavelmente tive uma noite de pesadelos com todas as minhas dívidas para os próximos meses, e a danada deve ter vindo me visitar. vai ver ela tá sem crédito no céu e precisa de uma forcinha para fazer a média com o chefe, e veio passear nos meus sonhos pra captar orações.

justo, né? vamos ajudar a santa edwiges, galera. edwiges é um nome massa.

sábado, 15 de maio de 2010

ele sou eu.

a independência dele faz parte. a inteligência escapa mesmo sem intenção - pelos braços, pelos olhos e pela boca.

mas tenho um aviso: ele não será seu. deixem-no ser, sejam com ele. e naturalmente, o tempo (?) se encarregará da escolha.

ele é uma das minhas pessoas preferidas. e a coisa mais leve que já provei.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

sorte

ontem, conversando com um amigo, consegui congelar alguns pensamentos. a gente nunca sabe direito o que fazer da vida ou se isso é totalmente certo ou errado. muitas vezes sentimos o controle em nossas mãos, o que nos trás um sentimento de poder sobre as coisas. pura balela, meu amigo. provavelmente você é como os 190 milhões de brasileiros, cheios de medo do que pode ser o próximo passo da vida (e putos com o dunga, claro).

acho que a maioria dos nossos problemas está em decidir. está na consequência da decisão ou na curiosidade de tentar as duas situações, mesmo sendo impossível. para isso, tentamos assimilar nosso dia-a-dia de forma a saber o que sempre é melhor, de acordo com o que você acredita. ou a gente aprende a ser sozinho, independente, sem se importar com opiniões alheias ou a gente se apega ao lado emocional, tentando abstrair nossos sentimentos com a ajuda de quem está por perto e disposto - o que pode ser totalmente cansativo, se falarmos em energia.

eu não faço a menor idéia do que é bom ou é ruim, do que é feio ou bonito, do que é grande ou pequeno. eu faço idéia do que pode ser saudável, de acordo com o que eu desejo. e tentando fazer uma análise (que pode ser frustrada), concluo que o desapego de sentimentos, coisas e pessoas, parece ser a solução mais plausível para a paz interior.

e eu quero ir pra lisboa.




terça-feira, 11 de maio de 2010

henri cartier-bresson


não sei explicar o que acontece com meu coração, quando resolvo paralisar tudo e apreciar as obras de cartier-bresson. a paixão não é antiga e talvez seja isso. mas o cara é capaz de mudar o meu humor em dias difíceis. pode ser bom pra você, quanto é pra mim. repara bem.

domingo, 9 de maio de 2010

gerais

"no fundo eu sou mesmo é um romântico inveterado.
no fundo, nada: eu sou romântico de todo jeito.
eu sou romântico de corpo e alma,
de dentro e fora,
de alto e baixo, de todo lado: do esquerdo e do direito.
eu sou romântico de todo jeito.

(...)

vejam meus tiques e etiquetas,
meus sapatos engraxados,
meus ternos enleios,
meu gosto pelo passado
e pelos presentes,
minhas cismas,
e raptos.
vejam também minha linguagem
cheia de mins, de meus e de comos.
vejam, e me digam se eu não sou mesmo
um sujeito romântico que contraiu o mal do século
e ainda morre de amor pela idade media
das mulheres"

(gilberto mendonça teles)

terça-feira, 4 de maio de 2010

sunday morning

hoje é terça. mas vou falar de domingo.

tenho um problema com domingo. sei que você também tem, afinal de contas é aquele que precede a segunda-feira, o adeus ao final de semana.

mas não só por isso. nunca entendi o domingo e o que eu sinto quando ele chega. nunca sinto isso na terça, na quinta ou no sábado. só no domingo.

acho que deus, o universo ou a tal da energia que a gente não explica e só entende, colocou um componente genético no meu organismo com o título, "domingos foram feitos para pensar". no entanto, quem tem que se virar com esse título sou eu, enquanto o universo ri.

deve ser por isso que muitas coisas consegui decidir no domingo. muitas coisas consegui realizar nos domingos. logo conclui-se que, mesmo aparentemente ruim, o domingo é ótimo.


=)






quinta-feira, 29 de abril de 2010

28 de abril


se vivo, faria 75 anos. daqueles bem vividos e felizes, cheios de sentimento, poesia e violão. um eterno escudeiro, paizão estilo sancho pança.


quarta-feira, 28 de abril de 2010

amortecedores

têm vezes que é tão bom pensar em nada. não raciocinar. não lembrar das burocracias do dia seguinte ou de uma vida inteira.

têm vezes que a gente é vulnerável a nós mesmos. não dá pra deixar o desespero te controlar, afinal de contas, o resultado disso não é bom pra você, não é bom pra mim, não é bom pra ninguém.

têm vezes que trabalhar completa a alma de tal forma que, se só aquilo existisse na vida, independente do estresse, você seria a pessoa mais feliz do mundo.

têm vezes que é bom não amar. tem vezes que é delicioso ser egoísta, egocêntrico e dono de todas as razões. todo mundo tem o universo girando em torno de seu umbigo pelo menos uma vez na vida.

têm vezes que a cerveja ilumina e transcende como o verdadeiro líquido sagrado. à sua moderação, você pode transformar uma energia só com uma geladinha.

têm vezes que tudo é ruim - tudo mesmo. mas daí você dorme, acorda, e tá tudo bem de novo. e nessas horas você pensa que seus amigos foram fundamentais para te lembrar disso.

têm vezes que é massa fechar a porta e as cortinas, aumentar o som, segurar um desodorante e fingir ser rockstar. imagine também a platéia em chamas - é emocionante...

têm vezes que o silêncio quebra qualquer relação. daí você cai na real que tentar ser autêntico é fundamental, por mais complicado que isso possa parecer.

têm vezes que sonhar o impossível é bom. pelo menos isso te faz sair um pouco da realidade nua e crua, do pessimismo e da solidão.

têm vezes que "recordar não é viver". tem vezes que recordar é sofrer. mas talvez o sofrer mais bacana e justo que existe. daqueles que merecem ser sofridos, porque toda dor tem amor e todo amor tem dor.

têm vezes que errar machuca demais. mas a longo prazo pode parecer a coisa certa, mesmo que isso faça a sua consciência nadar no mar do arrependimento.

têm vezes que sempre têm vezes. sobe e desce, cai e levanta, chora e sorri, erra e acerta, ama e odeia, chove ou faz sol.

é isso, minha gente, é isso. a vida é isso.

saúde!