sexta-feira, 19 de março de 2010

sobre perseverança

nasceu. em 17 de fevereiro de 1983. gordinho e muito chorão.

dizem os espíritas, que as pessoas nascem feito estrelas, já carregam um sonho e uma felicidade no coração. depois que conheci essa história, passei a acreditar plenamente nisso, mesmo desconhecendo a doutrina do espiritismo.

3 anos de idade, 1986. colégio reino encantado. primeiro desenho (ou seria, primeiro garrancho?): um avião com nuvens tortas e um sol que sorria.

mesmo sem ter consciência disso e sem saber do que se tratava aquela máquina mágica e voadora, pablo traçou todo o destino de sua vida. a partir daquele momento, escolheu ser piloto. sim, aos 3 anos de idade.

os anos correram. sempre foi bom aluno, escorregando entre uma prova final aqui e outra ali. e sempre com a idéia mirabolante de ser piloto por mais atípico e maluco que aquilo poderia parecer. esse rapaz também tem o tal do ‘fantástico mundo’, sabe?

aos 15 anos iniciou de vez a sua carreira, sem ao menos saber. conheceu o piloto eduardo fabiano. sabe aquela pessoa que muda a sua vida para sempre? independente de continuar vivo ou não, fabiano foi o empurrão que pablo precisava para o seu grito de independência na profissão.

desde então, pablo não parou mais. resolveu encarar uma faculdade de computação para acalmar o coração da mãe, que desapontada com a profissão escolhida pelo filho, resolveu vetar a verba para as horas de vôo.

mesmo assim, destemido e criativo, pablo deu seu jeito. ofereceu ser até carpinteiro do aeroclube de luziânia para em troca, poder voar e progredir. eram sábados e domingos intermináveis. voltava pra casa um bagaço, com a pele marcada pelo sol em formato de blusa. assim se divertia e sonhava. nunca limitou a altura de seus sonhos.

e nessa falta de limites que, apaixonadamente, pablo nunca desistiu. teve motivos para largar tudo. perdeu os pais repentinamente e em 1 ano sua vida virou de cabeça para baixo. logo depois, perdeu seu mentor e melhor amigo, fabiano, em um acidente de acrobacia aérea.

questionou?

não. em nenhum momento hesitou. nada, praticamente. colocou os pés no chão e ergueu a cabeça sabendo que o seu destino era o céu – e o mundo.

hoje aos 27 anos continua sonhando, do mesmo jeito que começou aos 3. o seu sol, continua a sorrir mas as suas nuvens já não são tortas.

o seu ‘fantástico mundo’ é o sonho que ele transformou em realidade. realidade apaixonada.

é bonito de ver.

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