terça-feira, 6 de abril de 2010

peter pan é o meu herói

hoje eu não posso reclamar.

acho que todo mundo devia aprender a apreciar a vida, ao invés de perder um tempo danado lamuriando momentos passageiros, que podem até ser desesperadores. mas, cá pra nós, a vida é boa demais por aqui e com certeza, por aí também.

já tem um tempo que as convivências me ajudam a crescer em tudo. é bonito enxergar numa pessoa que você admira e ama, uma sinceridade absoluta com o intuito de te fazer crescer, mesmo você sendo alvo de críticas chatas. o importante é a gente aprender a usar a energia do outro, a nosso favor. não interprete isso como tomar a energia do outro - não. digo que podemos usar as críticas que recebemos, como um ponto totalmente positivo para um crescimento intelectual.

a gente limita as nossas oportunidades, porque nunca conseguimos acreditar que qualquer coisa pode ser uma oportunidade.

sempre fui muito preocupada em ser feliz, desde pequena. e criava teorias e fantasias para a felicidade 'funcionar'. discutia horas e horas com a minha mãe, sobre como ser feliz. e ela, com sua experiência e tranquiladade sempre me respondia a mesma coisa; "você vai fazer a sua felicidade, minha filha... você vai saber como". mas aquilo me parecia muito pouco provável, eu tinha que planejar, minha ansiedade era imensa.

até que um dia, cheguei à conclusão clara e cega de que para mim e para aquelas outras três pessoas que moravam no mesmo lugar que eu, que a vida seria infinita. todos nós éramos imortais. certeza absoluta. ninguém jamais, ali, naquela casa, na 309 sul, ia morrer. todos nós envelheceríamos juntos e a nossa pele nunca iria se desfazer.

isso criou em mim uma expectativa de felicidade absurda. parei de me preocupar com o tempo e com o espaço (e reprovei de ano). e na tal da 'síndrome de peter pan', reparei que a minha felicidade era aquela. aquela que eu criaria, já me era palpável. a sensação de jamais morrer e jamais perder alguém, me deixava extremamente feliz.

tá. tudo bem, eu tinha11 anos de idade. nada poderia ser tão normal, como não acreditar na morte. mas essa estória de que você cria a sua felicidade, que o seu dia e todos os seus momentos dependem unicamente das suas escolhas, é a coisa mais real do mundo.

a vida é um turbilhão constante, diário. e cara, dá pra ser feliz demais. dá pra contemplar a vida por simplesmente ter um computador para 'desperdiçar' as palavras, ou sei lá, amigos para a breja gelada no final do dia.

e olha só, meu nome é claralice e posso ser uma futura autora de best-sellers sobre auto ajuda. muito prazer.



3 comentários:

  1. ninguem comenta nessa merda, entao eu comento. eu me amo. abs.

    ResponderExcluir
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  3. Nada a declarar...

    Apenas um sorriso bobo
    que surgiu espontaneamente,
    ao ler o seu comentário...
    (tb tenho esse problema)




    "a gente limita as nossas oportunidades, porque nunca conseguimos acreditar que qualquer coisa pode ser uma oportunidade."

    faço isso constantemente, por motivos que envolvem o ego e a auto estima, mas tenho consciencia de que isso não leva a nada...

    é aquela lance da perversidade, certeza.

    ResponderExcluir