segunda-feira, 31 de maio de 2010

you also have a sunshine


you are my sunshine,
my only sunshine.
you make me happy,
when skys are grey.
you never noticed,
how much I love you.
so please don't take my sunshine away.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

relíquias


tive um final de semana que me fez recordar como nunca! em alguns momentos, cheguei a acreditar que as lembranças eram recentes, mesmo variando entre 10 e 15 anos. engraçado como a concepção de tempo mudou totalmente pra mim. poucas coisas são iguais quanto antigamente, mas tudo só melhorou porque existiu o antigamente.

hoje eu acordei com muito orgulho de ter nascido de pais que souberam me criar tão livremente. me ensinaram a ser inteira: em gênero, número e grau. me ensinaram a sorrir e a gozar da vida, mas também me ensinaram a sentir dor - das mais profundas.

é inesquecível aquele cheiro de café e cigarro que rondava a minha casa. na época, só sabia reclamar. hoje eu sinto falta. falta daquele bigode que tampou o lábio superior durante toda vida. saudade daquelas mãos fininhas e daquele olhar preocupado. muita saudade, de todos os jeitos e de tudo.

mas uma saudade pontual. com a certeza do sentimento mais lindo que tive a chance de experimentar, durante toda a história de amor que vivi com eles.

ame você também. é bom demais. e dá bons frutos - hehe.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

eu passarinho


o querer mais
que destrói o que se tem
é o querer além
do que se pode ter.

tenha o que é seu
ame por sí só
mesmo que seja por sí
ainda que seja só.

mas é como se fosse meu. vai entender...

bom senso

"(...) isso não é depreciação, é auto-conhecimento.
alguém por acaso fala pra você ficar triste, se você está explodindo de alegria? porque deveria então, falar pra você ficar alegre quando está explodindo de tristeza?"

e é isso e pronto e acabou.

terça-feira, 18 de maio de 2010

primeira vez

lembrei a primeira vez que me apaixonei. aquela fatídica vez em que a gente descobre que tem que enfrentar o universo pra poder amar em paz. logo na minha primeira vez foi assim.

vamo lá, uma boa dose de saudosismo.

1995, 5a série, escola paroquial santo antônio. várias menininhas sendo convertidas. convertidas daquela fase em que os meninos são literalmente chatos e insuportáveis e passam a ser gentis e interessantes.

começamos a usar short. um short super adaptado, que na verdade, por debaixo da blusa, escondia um truque do que seria o verdadeiro bermudão. mesmo inconscientemente (ou consciente), já percebíamos o que agradava a massa masculina. e assim, resolvemos dobrar o bermudão tosco para impressionar nossos alvos (hoje em dia, isso é muita modernidade pro meu gosto).

truque muito bem aplicado, viu? mal começou o ano letivo e todas nós, alunas da 5a série D, já tínhamos um amor para bisbilhotar na hora do recreio. na época, era muito cafona ir pra cantina. o pop era assistir o futebol dos garotos, que saiam do jogo completamente encharcados de suor, tendo como platéia várias garotinhas suspirando - apaixonadas. era muita emoção.

felipe berga. esse era o nome dele. baixinho, parrudinho e sorridente. um tanto quanto levado; vira e mexe passava por minha sala em direção à coordenação. mas o que me deixava mais apaixonada, eram seus cabelos. ah, que cabelos! aqueles do estilo cuia, sabe? pra melhorar mais, na hora do futebol essas madeixas carregadas ficavam pingando de suor. naquele momento, aos 11 anos de idade, comecei a perceber o que era ser sexy.

dito e feito. o berga me reparou. olhares na hora cívica, gols no recreio para impressionar e um bilhetinho no final do dia: 'quer namorar comigo?' (daí ele desenhou um quadradinho com a legenda sim e outro quadradinho com a legenda não).

que êxtase! que frenesi! a minha vontade era marcar aquele incrível quadrinho do sim, sim, sim, sim, mil vezes sim!!! aqueles cabelos, aquele sorriso e aquela malemolência... tudo isso em um só, me pedindo em namoro pela primeira vez. mas não. já naquela idade, carregava um feminismo orgulhoso dos brabos - engoli a ansiedade.

voltei pra casa com aquele bilhete (praticamente premiado) e mal consegui dormir, imaginando que no dia seguinte eu estaria namorando (sem nem saber da TRETA que isso significa).

pronto. agora eu poderia me considerar uma senhorita berga. podendo demonstrar diretamente toda minha admiração por aqueles cabelos esvoaçantes e suados. admiração essa, com prazo de validade.

um belo dia, dona maria helena desconfiada do meu constante bom humor e efusividade, resolveu me surpreender no colégio. e mãe é mãe, né? bem exatamente nessa hora, eu tava de namorico em um quiosque escondido, nas entranhas do santo antônio (irônico, ahn?). o namorico se resumia a conversas (que a pauta devia ser cavaleiros do zodíaco), mãos dadas e em momentos raros, abraços. o resto ficava por conta do olhar, e que olhar. pronto, descobri o amor.

minha mãe não gostou de ver a filha dela sozinha, aparentemente escondida com um rapazinho de meio metro de altura (claro q ele era menor que eu, né?), começando a entender o efeito da paixão sobre a vida. acho que tudo isso era proteção mesmo - e dá pra entender perfeitamente.

pelo menos a inteção do amor ficou. aquele amor simples, só de olhar. o beijo mesmo, conheci aos 14 anos. e o nome dele era pedro ivo. e os olhos... eram verdes.









domingo, 16 de maio de 2010

existe uma solução

acordei pensando em santa edwiges. devo ter sonhado com ela ou coisa do tipo. mas só consigo explicar que tem aproximadamente 1 hora que ela não sai da minha cabeça.

visto isso, resolvi consultar o meu best-zão, wikipédia. lá encontrei: " santa edwiges é popularmente conhecida como protetora dos pobres e endividados".

tá completamente explicado. provavelmente tive uma noite de pesadelos com todas as minhas dívidas para os próximos meses, e a danada deve ter vindo me visitar. vai ver ela tá sem crédito no céu e precisa de uma forcinha para fazer a média com o chefe, e veio passear nos meus sonhos pra captar orações.

justo, né? vamos ajudar a santa edwiges, galera. edwiges é um nome massa.

sábado, 15 de maio de 2010

ele sou eu.

a independência dele faz parte. a inteligência escapa mesmo sem intenção - pelos braços, pelos olhos e pela boca.

mas tenho um aviso: ele não será seu. deixem-no ser, sejam com ele. e naturalmente, o tempo (?) se encarregará da escolha.

ele é uma das minhas pessoas preferidas. e a coisa mais leve que já provei.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

sorte

ontem, conversando com um amigo, consegui congelar alguns pensamentos. a gente nunca sabe direito o que fazer da vida ou se isso é totalmente certo ou errado. muitas vezes sentimos o controle em nossas mãos, o que nos trás um sentimento de poder sobre as coisas. pura balela, meu amigo. provavelmente você é como os 190 milhões de brasileiros, cheios de medo do que pode ser o próximo passo da vida (e putos com o dunga, claro).

acho que a maioria dos nossos problemas está em decidir. está na consequência da decisão ou na curiosidade de tentar as duas situações, mesmo sendo impossível. para isso, tentamos assimilar nosso dia-a-dia de forma a saber o que sempre é melhor, de acordo com o que você acredita. ou a gente aprende a ser sozinho, independente, sem se importar com opiniões alheias ou a gente se apega ao lado emocional, tentando abstrair nossos sentimentos com a ajuda de quem está por perto e disposto - o que pode ser totalmente cansativo, se falarmos em energia.

eu não faço a menor idéia do que é bom ou é ruim, do que é feio ou bonito, do que é grande ou pequeno. eu faço idéia do que pode ser saudável, de acordo com o que eu desejo. e tentando fazer uma análise (que pode ser frustrada), concluo que o desapego de sentimentos, coisas e pessoas, parece ser a solução mais plausível para a paz interior.

e eu quero ir pra lisboa.




terça-feira, 11 de maio de 2010

henri cartier-bresson


não sei explicar o que acontece com meu coração, quando resolvo paralisar tudo e apreciar as obras de cartier-bresson. a paixão não é antiga e talvez seja isso. mas o cara é capaz de mudar o meu humor em dias difíceis. pode ser bom pra você, quanto é pra mim. repara bem.

domingo, 9 de maio de 2010

gerais

"no fundo eu sou mesmo é um romântico inveterado.
no fundo, nada: eu sou romântico de todo jeito.
eu sou romântico de corpo e alma,
de dentro e fora,
de alto e baixo, de todo lado: do esquerdo e do direito.
eu sou romântico de todo jeito.

(...)

vejam meus tiques e etiquetas,
meus sapatos engraxados,
meus ternos enleios,
meu gosto pelo passado
e pelos presentes,
minhas cismas,
e raptos.
vejam também minha linguagem
cheia de mins, de meus e de comos.
vejam, e me digam se eu não sou mesmo
um sujeito romântico que contraiu o mal do século
e ainda morre de amor pela idade media
das mulheres"

(gilberto mendonça teles)

terça-feira, 4 de maio de 2010

sunday morning

hoje é terça. mas vou falar de domingo.

tenho um problema com domingo. sei que você também tem, afinal de contas é aquele que precede a segunda-feira, o adeus ao final de semana.

mas não só por isso. nunca entendi o domingo e o que eu sinto quando ele chega. nunca sinto isso na terça, na quinta ou no sábado. só no domingo.

acho que deus, o universo ou a tal da energia que a gente não explica e só entende, colocou um componente genético no meu organismo com o título, "domingos foram feitos para pensar". no entanto, quem tem que se virar com esse título sou eu, enquanto o universo ri.

deve ser por isso que muitas coisas consegui decidir no domingo. muitas coisas consegui realizar nos domingos. logo conclui-se que, mesmo aparentemente ruim, o domingo é ótimo.


=)