segunda-feira, 14 de junho de 2010

consumo delirante

esse negócio de dia dos namorados, me botou pra refletir.

não, eu não passei o sábado inteiro trancada em casa, chorando, agarrada a uma panela de brigadeiro e 5 caixas de cerveja - definitivamente, não.

mas confesso que ando um pouco chateada com essas datas comerciais. desde o dia das mães. poxa... é um puta dia lindo, cheio de significados onde devemos celebrar aquela que nos concebeu, nos deu o mundo, a felicidade e nos mostrou as belezas e as tristezas da vida. isso sim é data que merece ser intensamente comemorada.

daí né, tô eu lá desperdiçando o tempo na web: sites de notícias, orkut, twitter, google reader e afins. quando de repente, me deparo com a seguinte matéria: "dia das mães é considerado o segundo natal para o comércio brasileiro".

não sei você, mas a mim irritou muito. massa, somos submetidos automaticamente aos progressos e depressões do consumismo, mas sei lá, tudo é abusivo demais.

por conta da matéria, resolvi nem presentear minha tia/mãe esse ano. na verdade, tentei explorar a essência do meu amor, para oferecer um 'eu te amo' especial e diferente.

brilhei, claro. ela é linda e se satisfaz apenas com a presença dos filhos.

por isso acho, que o dia dos namorados só serve para encher shoppings e dar um belo fim de mês para as vendedoras comissionadas.

e eu fui na fnac de novo. mas pelo menos posso dizer que sou meu próprio namorado - ahá! (?)

beijos.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

julieta venegas (clica, vai)

pois é.
tava eu lá na fnac esse final de semana, na companhia de um exímio cinéfilo/músico de coração/seilámaisoque, e diante o tédio que me foi oferecido (pela minha já conhecida falta de paciência), resolvi fazer a mesma coisa que ele - futucar todos os cds do universo.

bela e feliz decisão a minha, já que não tinha nada muito melhor para se fazer ali. chegamos em uma ponta das mil prateleiras da fnac e achei uma parte com cantores estrangeiros. me veio uma luz do além totalmente produtiva. decidi procurar pela letra j - julieta venegas.

achei dois cd's, um mais recente e o mtv unplugged. optei pelo unplugged, por considerar uma compilação das melhores músicas dos artistas com um som muito gostoso de ouvir. feliz escolha de novo, era meu dia de sorte.

o cd me custou a bagatela de R$18,90 e trouxe para minha vida, momentos de intenso prazer - hehe. aconselho pra você, pra sua mãe, pra sua tia, seu namorado, sua amiga, seu papagaio, seu peixe beta e seu amigo imaginário.




terça-feira, 1 de junho de 2010

liniers (clica aqui)


gosto tanto dessa tirinha que chego a achar que sou eu, hehe...


saudade feliz

outro dia desses tava lembrando do bigode.

bigode foi meu amigo imaginário no auge da minha fantasia, dos 8 aos 12 anos. era proveniente do meu armário e tinha um corpo longo e totalflex. um dia, ao deitar, abri o armário com prateleiras onde guardava o edredon e ele saiu junto. bigode.

pois é. apesar de um pouco repressor, bigode era uma ótima companhia. repressor porque sempre reclamava de sair do armário e ter que ficar sentado com pernas de índio em cima da minha escrivaninha. também reclamava muito do horário em que ia dormir, queria que fosse mais tarde.

diariamente, era um resmungo só para abandonar o espaço apertado do armário e se esticar mais perto de mim. mas passada a chateação, danava a conversar comigo sobre tudo. sabia dos meus anseios e ambições (que naquela época era conseguir colocar a maior quantidade de balinhas 7 belo na boca de uma vez só), conhecia minhas manias, e é claro que se incomodava com todas elas. mas, mesmo assim, sabia que de alguma forma tinha que me proteger de todo o mal.

isso que mais me admirava no bigode. seu jeito grosseiro com o coração mole. sempre falava que o amava e que adorava quando ele me esperava dormir. em resposta às minhas declarações de amor, apenas resmungava, como se eu fosse um erro.

teve um dia que tivemos um problema inesperado e assustador. depois da nossa conversinha diária, desliguei meu abajur azul com babadinhos e fomos dormir. no meio da madrugada, por volta das 2 ou 3 horas da manhã, fomos surpreendidos com um baita curto-circuito na tomada do meu abajur. foi uma explosão enorme, com direito a faíscas para todos os lados! gritei, por causa do susto, mas não desesperei.

de repente, olho pra porta do meu quarto e lá estão parados meu pai, minha mãe e meu irmão, que ficou completamente em pânico, esperneando, chorando e me apontando os braços (muito lindo ele!).
depois daquele pipoco todo, continuava na minha cama, um pouco extasiada, mas mesmo assim, bem tranquila.

ergui as mãos para os familiares à porta e gritei "calma gente, o bigode tá aqui, o bigode tá aqui!!!". no momento, eles não questionaram quem seria o tal do bigode. me tiraram do quarto e me colocaram para dormir com meu irmão. tá bom, né? dei a mão pro pablo e apaguei.

ao acordar, soube que meu irmão não fechou os olhos durante toda noite, com medo de acontecer algo a mim ou a nós. e fui parar na psicopedagoga porque não consegui explicar quem era o bigode.

mas que ele existiu... ah! existiu, viu?!