terça-feira, 13 de julho de 2010

melhor que isso, só dois disso

cara... tem dias que me preocupo realmente com a minha sanidade mental. eu já aceitei que sou meio esquisita e diferente, que dou umas vaciladas estratosféricas, mas todo mundo me adora. acho isso genial, aliás. sou uma filha da puta com você, e você tá aí do meu lado. tolice, heim?

sem mais delongas, preciso desabafar.

fui no dentista ontem, né? e foi o primeiro retorno após a fuga. no mês passado, tinha uma consulta marcada para fazer um check-up. pior que dentista, só avião, então você já pode imaginar o pânico. o dia foi chegando, chegando, chegou. daí, né, fui lá.

mãos geladas e discretamente trêmulas, coração com taquicardia e pés suados. nessa hora, passa um filme da minha vida na imaginação e começo a buscar meios para o auto-boicote.

nesse caso, posso afirmar que a dentista não cooperou. além de se chamar iglê, ao invés dela me atender assim que "aceitei" deitar na sua cadeira mortífera, antes do processo entristecedor ela resolveu fazer uma prévia no banheiro - xixi talvez. pronto, essa foi a derradeira hora em que a imaginação criou asas, literalmente.

dentista no banheiro? clara fugindo. saí correndo do consultório, cruzei a sala de espera que nem um furacão e optei pelas escadas do prédio, em total clima de missão impossível, uma fuga cheia de adrenalina.

quando me encontrei em paredes seguras, foi um alívio só! meu telefone disparou a tocar, claro. a dentista deve ter achado que usei alguma pílula para desaparecer. mas foi simples assim, levantei da cadeira e zarpei.

conclusão dessa palhaçada toda: só adiei um problema (aliás, essa é uma modalidade da vida que eu tenho MBA). tive que voltar na dr. iglê ontem, e hoje sou dona da bochecha esquerda mais gordinha do DF.



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