quarta-feira, 14 de julho de 2010

loucademia é a vida, mermão

um policial me ajudou - juro pra você.

não, não fui assaltada, sequestrada ou sei lá. e quando meu pneu furou num domingão às 2 da manhã não tinha nem sinal de polícia na minha frente.

tava eu lá me divertido deveras no calaf, disposta a ir embora cedo, afinal de contas o dentista me traumatizou e balada na segundona não combina com disciplina (tô tentando melhorar).

de repente anunciaram no microfone que estávamos cercados por todos os lados. bêbados do meu brasil, a blitz tá no funil (sei que não tem nada a ver, mas foi só pra rimar).

daí né, metade do público presente resolveu encher a lata (meu irmão então, que o diga). eu tentei manter a parcimônia, anti-inflamatório... sabe como é. quando vi que a hora programada estava próxima, resolvi mergulhar na coca-cola e foi o som.

fui a primeira a ir embora, por votação democrática. além do sono, eu era a menos bêbada (mas te garanto que a mais divertida - hehe). fiquei meio tensa quando o digníssimo flanelinha me aconselhou a ir pela frente mesmo, a possibilidade de parar seria menor.

lá fui eu, rezando um pai-nosso e acreditando que meu anjo da guarda estava sentadinho no meu ombro. fudeu, o policial fez sinal para parar o carro. na mesma hora desci o vidro, acendi a luz e fiz aquela cara de calma e equilíbrio digna de artista global. desejei boa noite e passei os documentos para o indivíduo.

nesse momento descobri que até policial tem preguiça de trabalhar (novidaaaaade). o "soldadinho" me olhou com cara de bunda forever, perguntou porque meu documento era de belo horizonte e quis saber onde eu morava. respondi tudo bonitinho, tentando até puxar um papo amigável, como de costume.

até que então, o policial veio com toda a sua sabedoria preguiçosa e disse, "não precisa explicar tanto. vai logo antes que 'os cara' vem aqui. não explique nunca. vá para casa, boa noite.".

no caminho até em casa, fiquei meio perplexa. não só porque sou dramática, mas também porque fiquei embasbacada com a preguiça do cidadão. e principalmente com seu conselho, que resolvi guardar na principal pasta do cérebro que tem o nome de "aprendi na merda".

tá vendo? um policial me ajudou. e pode te ajudar também, amigão. é isso aí, não explique, nunca. o que quer que seja. não vale a pena.

e o anjo da guarda tava sentado no meu ombro... só que me beliscou (se beber, não dirija).


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