quinta-feira, 29 de julho de 2010

quintana e eu

sou filha temporona. minha mãe mudou para brasília em uma fuga estarrecedora para ser feliz com o homem que ela amava em silêncio por 9 anos.

o sonho começava a se tornar realidade: brasília, a cidade projetada, o ronald e a empresa que eles tanto sonhavam em criar. ela se matriculou em um curso na unb e comprou uma bicicleta. 40 anos, nova vida, novo canal, novos ares - tudo plano, feito o equilíbrio que se esperava há muito tempo.

ele, bigodudo e intelectual. só sonhava em ter paz. paz, cigarro, maria helena e cerveja. até já era avô, mas mesmo assim não se sentia completo imerso na vida que sempre pareceu vazia e desonesta. mas a sua solução tinha um nome composto, vocês sabem, né?

deu certo, transbordaram de amor logo nos primeiros meses de capital federal. pareciam viver uma lua de mel in-ter-mi-ná-vel. a bicicleta teve que ser aposentada pela gravidez, porque depois de um, veio a outra.

daí quintana me lembrou de uma coisa que faz muito sentido para mim: "nasci muito tarde em um mundo muito velho". e é só isso que tenho para dizer... mesmo se você ficou sem entender (e eu brilho na rima).


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