quarta-feira, 3 de novembro de 2010

avião não

não adianta. eu tento, tento, tento e não consigo. já tomei até maracujina e não funcionou. aceito a xingu do serviço de bordo mas nada diminui o meu terror - morro de medo de avião.

viajar geralmente é uma alegria, seja qual for o motivo. comprar passagens é empolgante, arrumar a mala dá ansiedade e por aí vai. durante todo esse percurso entre decidir a viagem e viajar, só vou lembrar que passarei por algumas horas de pânico quando estou na sala de embarque.

entrar na cápsula pressurizada me dá faniquitos, as poltronas são apertadas e os comissários de vôo tem cara de preocupados. não acompanhei a modernidade neste ponto e acho surreal que aquele troço possa levantar numa boa com 180 pessoas a bordo. portas em automático, vamos lá.

pra começar sempre acho que a máquina não vai suportar a decolagem. aí começa o meu momento de medo incondicional. sobe, sobe, sobe e eu só consigo pensar nas pessoas que podem morrer. fico planejando o que fazer para possivelmente diminuir os riscos de vida no caso de uma despressurização da aeronave.

quando tudo aparentemente parece estar bem, começo a olhar em volta sem entender porque as pessoas estão tão calmas e tranquilas já que estamos presos, submetidos à pressão e a cerca de 40.000 pés de altura.

quando começa o serviço de bordo, presumo que o vôo está estável. isso diminui relativamente a minha angústia, mas fico ligada nos sinais de todos os comissários. os minutos não passam e um simples vôo de 1 hora e meia, me parece a vida eterna ou pagamento pelos pecados.

pior é quando apita a luzinha de atar cintos e logo depois um comissário anuncia, "senhores passageiros, por gentileza manter os cintos afivelados, estamos atravessando uma área de instabilidade". isso pra mim é quase o passaporte para a morte. começo a rezar fervorosamente pedindo a ajuda dos superiores, enquanto imagino a velocidade da queda do avião e chamas por todos os lados (pessoas gritando, crianças chorando, um verdadeiro caos).

relendo isso, meus amigos, só posso concluir que sou completamente maluca já que tenho um irmão que pilota essa geringonça e mais uma pancada de amigos que trabalham na área. mas fazer o que, né? cada um com seu cada qual.

obs.: posso dizer que as informações deste post estão hiperdimensionadas para não descaracterizar a personalidade dramática do blog. beijos. 

2 comentários:

  1. Realmente intrigante como que aquela máquina daquele tamanho, com todas aquelas pessoas e todas aquelas malas, voa. Eu entendo o seu anseio. :D

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  2. Hahahah! Eu adoro! Acho o maior barato!

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