segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

parando de bocejar

sono. do houaiss, estado de repouso com supressão temporária da consciência e desaceleração do metabolismo corporal. vontade ou necessidade de dormir. falta de vontade de agir; moleza. 


muito ou pouco, o sono vai sempre "atormentar" você. acho mais do que natural sentir sono. a vida passa rápido demais e, consequentemente, estamos sempre com sono.

você pode estar com a soneca super em dia, com 8 horas feitas apenas para sonhar. mas, durante o dia, especialmente após o almoço, a sua pressão vai cair, o estômago vai pesar e você vai sentir sono.

com essa nova personalidade mundial de "social medias", o sono passa a ser um sentimento em conjunto, universal. posso contabilizar de 40 à 50 twittadas por dia dos meus seguidores, atualizando os curiosos de plantão como eu, sobre a sua rotina de babar ou não no travesseiro.

hoje o meu sono tá tão latente, que cheguei a escrever em um papel todas as coisas que fiz semana passada, tentando chegar a um número de horas de sono por dia. não cheguei a conclusão alguma. na verdade, a conclusão mais paupável pro momento, considerando minhas 6 horas e 27 minutos bem dormidas na noite passada, é que eu sou uma tremenda de uma preguiçosa e preciso disciplinar melhor o meu organismo, hehe.

beijo, tchau.

desabafo

às vezes me entristeço muito com a omissão do mundo. todo ser humano tem seu lado omisso, aquele que vê e cala, mesmo sabendo que muito bem pode existir se souber se comunicar da maneira certa.

hoje o dia acordou estranho pra mim, e ainda não consegui definir o motivo. ao vir para o trabalho, uma cega entrou no ônibus com seu cão guia. muito me impressionou a omissão da dezena de pessoas que estavam posicionadas em frente à porta especial para deficientes.

a moça entrou e os passageiros se calaram, instantâneamente. nenhum deles estendeu a mão, ou omitiu algum som de orientação para ser luz em meio a toda escuridão daquela senhora.

mas, mesmo sendo cega, ela tem o poder da voz e logo foi ajudada, conseguiu descer na parada desejada. continuei acompanhando seus passos escuros com muito medo do sinal que ela precisava atravessar e não estava fechado - com outra dezena de pessoas passando por ela sem oferecer ajuda.

pensei na posição do cachorro. um labrador preto, focinho dócil, corpo esguio, andar calmo. ele representa tudo o que a aquela senhora precisa para viver: orientação. nesse momento, tentando absorver a responsabilidade daquele cão, me senti um "zero à esquerda".

por quantas vezes já me omiti, quando pude oferecer meus momentos para ajudar alguém, sem pedir nada em troca... precisamos entender melhor o que é o amor desinteressado, precisamos entender melhor o que é dedicação, o que é caridade, o que é oportunidade para ser feliz e, principalmente, o que é amor.

precisamos abandonar nossas amarras sociais, nossos medos medíocres e nossa vergonha pessoal, para ser melhor, falar aos outros, ajudar aos pobres e ser instrumento do bem para o mundo.