quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

dias de chuva intensa

mulher na tpm não é uma mulher. mulher na tpm é um animal. o animal mais feroz e agressivo que existe, com sensibilidade à flor da pele. generalizando a mulher na tpm: tudo fica extremamente ruim e insuportável.

o primeiro dia da tpm é sempre o pior, nada dá certo com nada. a proporção do errado parece simplesmente triplicar. a roupa que você escolheu pra usar tá uma merda e seu cabelo insiste em ficar arrepiado. daí você conclui que nada na sua vida tem solução, que dirá o próprio cabelo.

por pura responsabilidade você decide que trabalhar é o melhor caminho, mas nem o elevador chega na hora que você precisa (a tendência para a falta de pontualidade na tpm é imensa), e a estabilidade emocional vai por água abaixo.

chega o momento da auto-flagelação, onde todo mundo resolveu circular ao redor do seu umbigo com o intuito de te encher o saco (mania de perseguição = sintoma de tpm). você recebe e-mails desaforados que, na verdade, não são tão desaforados assim. você resolve reclamar sobre a limpeza da sua casa, sendo que você nunca foi uma grande colaboradora do lar. você decide que almoçar está fora de moda e toca o foda-se pra própria saúde. até o meio-dia mais ou menos, você grita com a metade populacional que habita sua cidade de amigos.

quando o sol está se pondo, você quer devorar todo o chocolate do mundo, como se o estoque fosse acabar. tudo pra você passa a ser CHO-CO-LA-TE. você liga na sua lanchonete preferida e é só falar "tpm" que em menos de 5 minutos a sua super torta de chocolate recheada está em cima da sua mesa, com um garfo de plástico que insiste em quebrar. nessa hora você quer matar seu melhor amigo da lanchonete que não passa de um bostão, ao invés de refletir que foi você quem botou força demais no objeto inanimado que nada tem a ver com isso.

e ainda tem mais! a verdade sai da sua boca como nunca antes visto na história da sua fofura. você perde os freios da língua e fala mais que qualquer pastor evangélico existente no mundo. você quer ser sincero custe o que custar, doa a quem doer. afinal de contas, tudo dói em você, a tpm te atormenta e te incomoda. então, porque você seria mais discreta ao reclamar da vida?

espera até o momento que eu resolver contar sobre o último dia da tpm: aquele em que você chora assistindo comercial de margarina, liga pra todas as amigas querendo um pouco de atenção e acha que o mundo só tem maldade e ingratidão.

4 comentários:

  1. A minha vem misturada... eu sinto ÓDIO, ÓDIO, choro com o comercial, sinto ÓDIO da margarina, choro com o jornal (independente da notícia), ODEIO o lexandre Gracinha, olho o espelho e ODEIO meu cablo, todas as minhas roupas, me acho enorme de gorda, choro de novo, vou pro trabalho e faço muita força pra ficar alheia, sem falar com ninguem, sem olhar pra ninguem, porque nunca sei se desatarei a chorar ou se mandarei todos ao lugar mais feio que me vier à cabeça... porque a lei de Murhpy com certeza tem poderes ampliados essa época do mês!

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  2. Ok, eu ia perguntar se vc tinha ficado brava com nossa conversa virtual matutina, mas imaginei que você estava nesse período...
    Então amanhã conversamos novamente! heheh
    TE AMO! =*

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  3. Hauhauhaehaueuhe, pode até ter sido a tpm que me deixou estressada, mas vc nunca me incomoda, sis. Eu te amo!

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  4. Oi amigona! Esse último mês foi bem complicado pra mim... preparativos pra viagem, um amigo muito querido que se foi, ficamos sem internet... peeeense... por isso que eu não consegui comentar no seu bloguinho. Mas eu estou voltando com força total agora! eeee
    beijoooo

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