terça-feira, 13 de setembro de 2011

eu odeio elevador

é isso, eu odeio elevador. não existe meio de transporte mais constrangedor do que um elevador. considerei ônibus, metrô, avião, bicicleta, mobilete, patins - o caráleo a quatro. nunca, na história mundial, irá existir algo tão intimista quanto um elevador.

o objeto anda em uma única direção e causa pressão em meus ouvidos. é extremamente útil diariamente (o que me deixa muito infeliz), e você tem que manter seu prumo e educação por um comportamento sútil em um metro quadrado que limita a sua criatividade de viver por cerca de 3 minutos.

essa é a minha experiência. considerando que moro no décimo terceiro andar de um prédio com 8 apartamentos por pavimento, estime você o grau de competência que tenho que ter para usar o elevador todos os dias. acredite, esse grau é muito alto. tenho que fingir simpatia, sorrir, dar bom dia, fala sobre o pão de queijo quentinho, metrô lotado, PIB, Dilma Roussef, Kadhafi, gasolina, cachorro do vizinho, problemas de digestão, secura do tempo, FMI, inflação, CPMF, Ricardo Gomes, Miss Universo, Tati quebra-barraco...

não sou a pessoa mais mal humorada que existe, mas não me cobre elegância às 8 horas da manhã. e mocinho bonito do décimo andar, registro aqui um recado: seu desodorante está vencido.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

sétimo setembro

eis que entramos em setembro e eu nem percebi aquela usual melancolia e a triste lembrança de duas partidas tão dolorosas em nossas vidas.

eis que percebo que crescemos, eu e o pablo, com dificuldades, porém com um resultado muito mais positivo do que o esperado. nós atingimos a nossa tão esperada estabilidade e ambos seguiram suas carreiras como desejado.

eis que após sete anos, dou boas vindas à setembro casando uma de minhas irmãs do coração. aquela (quase) única pessoa que me segurou e me apoiou na maior lama que já passei, sem que eu precisasse explicar nada.

eis que hoje me sinto uma pessoa muito mais feliz e completa, mesmo reconhecendo que ainda existe um espaço vazio em meu coração que aos poucos vai sendo dominado pelas inúmeras pessoas lindas que eu tenho ao meu lado.

eis que a vida se mostrou faceira, rápida, conclusiva e harmônica. eis que passei a acreditar em destino e a aceitar todas as minhas condições deficientes sem me sentir culpada em ser quem eu sou. eis que assim, me reconhecendo em mim mesma, voltei a ser feliz.

e por favor, não mexam no meu queijo.