segunda-feira, 12 de março de 2012

samba popular

tem aquelas coisas, né. as vezes não dá. a armadura cai, o nó da garganta desata, você bebe meio quilo de cerveja e desaba em um choro descomunal e infinito que parece dominar o seu equilíbrio e todos os poros da sua pele. o pudor vai embora e você tenta  se agarrar àquela força que te carregou no colo durante anos a fio.  o "eu consegui" se esconde atrás da saudade louca, e você entrega os pontos fisicamente para o casaço da dor se esvair pelo ralo do banheiro (solução a curto prazo).

alguma explicação para essa angústia repentina que permeia há dias, tem que ter. mas não dá pra entender se, aparentemente, eu não tenho (e nem posso) do que reclamar e nem estou passando por qualquer dificuldade que seja - eu só estou exausta! o caminho tá limpo e reto, mas as pedras, que talvez eu mesma tenha criado, estão tortuosas até com sapatos de ferro.

mas todo mundo sabe. eu, você, seu amigo, seu vizinho, sua tia e sua mãe: vai passar.

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