sexta-feira, 1 de junho de 2012

amém

há um par de anos atrás, aprendi com uma adorada amiga, a verdadeira importância de celebrar a nossa própria existência. isso mesmo, celebrar a nossa vida, celebrar o egoísmo altruísta que nos conduz àquele sentimento clichê e totalmente necessário batizado de amor próprio.

pois bem, eu o fiz. celebrei naturalmente a minha vida, da forma mais casual possível.

eis um dia comum, de labuta e cansaço, visitei meu supermercado favorito, de vestido e chinelo, em calma e conforto. comprei aquelas coisas que mais me agradam, queijo, chips, macarrão, torradas, requeijão, frutas e vinhos - intuito de abastecer a dispensa e geladeira.

carreguei a adega, cortei uns queijos, abri um patê e servi com a torrada - não que eu não fizesse isso em dia nenhum, mas ontem foi diferente. diferente só pela intenção inconsciente do coração, de estar em meu santuário, cercada por elementos materiais que marcaram a minha vida de alguma forma, desde uma pedra conquistada na cachoeira do abade à uma fotografia parisiense de minha mãe tão saudosa.

e foi assim o resto da noite. um ambiente todo meu, conquistado e cuidado por mim, dentro da minha personalidade e minha história. o físico e o espiritual numa esfera completamente agradável e sensacional - foi épico! num exato momento da noite, paralisei. percebi a essência da solitude feliz, contemplei e agradeci. agradeci. agradeci.

3 comentários:

  1. Amém,Clara Alice! Tão bom conseguir perceber a grandeza de sermos nós mesmos, né? Beijos, beijos, beijos!

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  2. Sei bem como é isso, eu adoro esses momentos de encontro pleno com meu próprio ser... Mas o meu ser também está com saudade do próprio ser da senhorita!!!

    Beijo, laraliz!!!!

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