sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

do bom e do melhor

as grandes mudanças da vida são, de fato, assustadoras. o rio muda de percurso em um par de segundos, sem pedir licença e com a melhor de toda a má educação já antes conhecida por você. todos os seus planos e sonhos passam a ter outras cores e paisagens. e isso não é nada, literalmente nada daquilo que você planejou.

nessa de budismo, arrisco a abusar do termo "impermanência". o para sempre é utopia, nem tudo haverá futuro, nem sempre o seu desejo se transformará em realidade e isso, por mais teimoso e desagradável que seja, é uma opção escolhida por você.

decisões são constantemente impostas sob nosso caminho: por aqui ou acolá? a cada dia você acorda um ser diferente, com vontades diferentes, estímulos diversos, energia modificada pela noite de sono ou pela ideia nova. nada é definitivo. não adianta insistir.

o problema está nos olhos de quem vê. o ponto discutido não é negativo. o percurso do rio pode cair em um paraíso - invente você! olhe a casa bagunçada com um aspecto voraz de desafio, ligue um som e varre para fora tudo aquilo que não te agrada. desvenda as suas dificuldades como forma de vitória. por mais difícil que seja, um dia você vai conseguir. e se for aos 80 anos, que lucro, a lucidez da vida nessa idade é dádiva.

vale a simples pretensão: aprenda a comer jiló sem fazer careta.